Feeds:
Posts
Comments

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Sete anos…

 

 

 Sete anos não são sete dias ou sete meses. São exatamente sete anos, sete anos que deixei você entrar em mim mesmo não sabendo se você tinha me deixado entrar em você.

  Sete anos que te conheci através de redes sociais.

  Sete anos que entramos em contato por e-mail.

  Sete anos que gostava do seu sorriso, do seu olhar, da sua inteligência, mas nunca tinha dito isso a você por que você iria ficar se achando.

  Sete anos depois de tanto conversarmos, já sentia coragem em pedir o seu telefone, queria ouvir a sua voz.

  Lembro-me que a sete anos quando liguei você disse que estava dentro de um ônibus voltando para casa, senti um nervosismo por ouvir a sua voz foram mais de sete minutos falando.

  Sete anos que você perdeu a paciência.

  Sete anos que você e eu nunca mais tivemos uma conversa.

  Lembro-me de ter te excluído das redes sociais, mas depois de um tempo te adicionei e você aceitou, começamos a conversar, mas você não quis mais conversar comigo.

 Em todas as ocasiões em que estava envolvido, lembrava de você, achava que você estaria do meu lado com o seu lindo sorriso.

 Em todas ocasiões achava que estaríamos abraçados, trocando carinhos, surpresas e palavras românticas.

  Quando ia tomar café achava que você estaria lá.

  Quando almoçava achava que você estaria lá.

  Quando ia jantar achava que você estaria dividindo a mesa comigo.

  Foram sete anos…

 Você não quer falar comigo, mas já vi você curtindo fotos minhas.

 Em todo lugar que vou, vejo você.

 Seja em festas, em casa, na rua, na praia, natal, ano novo, carnaval… Vejo você.

 O coração ainda acelera quando vejo suas fotos.

  Sinceramente fico em cima do muro se ficaria feliz em ver você amando outra pessoa ou não.

 Há exatos sete anos que não consigo tirar você de dentro de mim.

 Há sete anos que eu quero ver você pessoalmente.

 Sete anos? Pode durar oito anos, nove anos, dez anos, mas se você um dia ou mês ou ano ou daqui a sete anos ler este texto quero que saiba que tem alguém longe que tem um grande carinho por você. Mas não querendo ser pessimista, mas tudo isso pode não acontecer.

 Sete anos que nunca tive a chance de lhe dizer por que demorei e se isso servir de conselho, não deixe o amor escapar, não faça isso, vá em frente e lute por ele ou ela.

Pode ser muito tarde, mas quando eu te encontrar, quero mostrar o quanto gosto de você através de gestos por que você sabe que palavras o vento leva, mas quero que saiba…

Sete anos…

Que…

Eu…

Preciso…

Te…

Dizer…

Algo…

Mas só quando eu te encontrar.

 

Um texto de Victor Nascimento.

 

Read Full Post »

A Ilha Mortal

                             A Ilha Mortal

 

  1. São Paulo.

 – Essa tempestade não fazia parte dos meus planos!

 – Miguel, você deveria ter visto a previsão do tempo!

 – Renata meu amor, se acalme essa chuva logo vai parar e nós vamos voltar para o litoral.

 – Este barco é muito pequeno, ele não vai aguentar a força do mar!

 – Tem razão, estou vendo uma ilha e é para lá que nós vamos.

 – O que? Você conhece aquela ilha?

 – Não conheço, mas, se continuarmos assim o barco vai virar e vamos morrer afogados.

 – Leve o barco até aquela ilha.

 – Vai dar tudo certo amor. Nós vamos ficar bem!

 – Cuidado!!

 – Meu Deus!!

 – Essa onda só fez jogar o barco mais próximo à ilha!

 – Isso pode ter sido um bom sinal.

 – Ou não! Estou com um mau pressentimento.

 – Nós já chegamos, vamos procurar um lugar para ficarmos e de manhã voltamos para casa.

 – Miguel, você não amarrou o barco e ele está indo embora!

 – Droga! Agora já era não tem como recuperar.

 – O que vamos fazer?

 – Estou com o meu celular, só que aqui o sinal não está pegando.

   – É eu também estou com o meu.

   – Vamos para o topo e lá veremos se conseguimos sinal para pedirmos socorro.

    Miguel e Renata são uns casais de namorados que adoram se aventurar, neste momento se encontram ilhados em plena a noite depois que uma forte chuva os levou para uma ilha desconhecida. Perderam o barco que era a única forma de se salvarem, mas ambos lembraram-se de seus celulares e a questão é será que vão obter sinal para fazer uma ligação de emergência? O que será que os espera no caminho que leva ao topo da ilha?

  – Miguel?

  – Vem amor, está é a trilha.

  – Miguel, você não está ouvindo este barulho?

  – Não estou ouvindo nada, a não serem os nossos passos.

  – Ai Miguel, será que neste lugar de cobras?

  – Podem ter cobras, insetos, papagaios… Estamos na mata.

  – Ouço muito barulhos, temos que andar mais depressa!

  – Vamos apertar o passo.

  – A chuva voltou.

  – Eu pensei que chegaríamos rápido lá em cima, estamos dando muitas voltas e parece que não saímos do lugar.

  – Mais está muito alto, acho que daqui já podemos obter sinal nos nossos telefones.

   – Ainda não tá pegando, as árvores atrapalham um pouco.

   – Eu tenho que sentar um pouco, estou cansada de caminhar.

   – Vamos respirar um pouco.

   – Aiiiii, alguma coisa passou na minha mão!!

   – Mais o que foi?!

   – Alguma coisa passou na minha mão, se rastejou.

   – Vamos continuar, temos que chegar ao topo.

     Miguel e Renata estão tendo dificuldade de chegar a parte mais alta da ilha, não é fácil e a trilha é bem estreita, galhos de árvores também atrapalham fazendo com que abaixem para prosseguir. Durante o caminho, Renata anda olhando para cima a cada minuto e segurando a mão de Miguel para que não se percam um do outro.

    – Miguel, estamos chegando?

    – Parece que estamos na metade do caminho, esses galhos estão atrapalhando.

      Renata escuta um barulho.

    – Miguel você ouviu isso?!

    – Não! O que foi?

    – Um barulho estranho era algum bicho.

    – Pode ser, mas não ouvi nada… Ei agora eu ouvi!

    – Agora você ouviu.

    – O barulho está bem próximo, vamos!

      Os dois seguem caminho até que…

    – Miguel, a passagem está fechada!

    – Estou vendo, mas são alguns galhos que não vão atrapalhar em nada.

    – São muitos, não tem como passar.

    – Tem sim, olhando bem de perto há uma árvore caída mais ela é pequena e os galhos.

     – O que você vai fazer?

     – Vou tirar do nosso caminho.

     – Você ficou louco? Pode ter algum bicho nesses galhos ai no chão!

     – Não tem nada aqui, Renata. São apenas galhos de árvores que caíram por causa de uma ventania ou que não aguentaram o peso de alguma ave.

     – Miguel, me escuta… Olha escuta isso!

     – É o som novamente, vou tirar isso daqui para seguirmos em frente.

     – Miguel não faça isso!!

     – Hahahahaha olha não tem nada aqui, pra que ficar tão assustada.

     – Estou com um mau pressentimento.

     – Relaxa um pouco amor, já tirei os galhos agora vou tirar este tronco do caminho.

        Logo que pós as mãos no tronco da árvore e levantou, Miguel é logo mordido por uma cobra.

      – Aaaaaaaaah!!!

      – Migueeeel!!!

      – Aquela cobra me mordeu!

      – Eu vi, ela saiu de baixo deste tronco!

      – Desgraçada! Cobra desgraçada!

      – Fique calmo, nós já vamos pedir ajuda!

      – O lado bom é que o caminho está livre!

        Miguel agora está correndo perigo, ele foi mordido na perna por uma cobra, ele e Renata não imaginam que era uma cobra peçonhenta.

      – Estamos quase lá, Miguel.

      – A minha perna dói muito e estou ficando sem força!

      – Você não pode desistir agora, amor!

       – Não vamos, mas não estou bem e se eu não conseguir chegar, você vai.

       – Estamos indo bem, você é forte vai conseguir.

        Quinze minutos depois, os dois refugiados enfim chegaram ao topo. Renata logo comemora o feito só que ela não percebe que Miguel está com a respiração fraca e que agora não consegue mais dar nem mais um passo.

       – Miguel, nós conseguimos amor! Conseguimos!

       – Conseguimos, não perca tempo vá pedir ajuda. – Diz Miguel com a voz fraca.

        Renata ajudou o seu namorado a se deitar, e logo correu para um ponto que não tinha muita vegetação e em seguida, pegou o seu celular e o de Miguel e ligou só que nenhuns dos dois aparelhos davam sinal para o seu desespero. Ela coçou a cabeça, sentou no chão e com as primeiras lágrimas saindo dos seus olhos, virou-se para Miguel.

        – Meu amor, os celulares não dão sinal; vamos ficar presos nesta maldita ilha! Miguel, como é que vamos pedir resgate? Fala pra mim meu amor! Miguel? Por que você não me responde? Está dormindo?! Isso não é hora pra dormir, Miguel! Miguel, eu to falando com você. Me responde?!

       Renata se aproxima e mexe Miguel que simplesmente não se encontra desacordado.

       – Miguel!!!

       Miguel está morto.

       – Miguel? Você não está respirando! Miguel por favor, fala comigo?!

       Renata vai se afastando, vai chegando para trás até que quando encosta-se a uma árvore, ela é surpreendida por um bote certeiro de uma cobra.

        – Aiiiiiiiiii!!

      A namorada de Miguel que se encontra morto se desespera ao ver que foi mordida por uma cobra, ela começa a andar para trás só que não percebe que está chegando perto de mais da beira e com isso ela escorrega e cai de uma altura de trinta metros.

     – Aaaaahhhhh!!

      A moça que viu seu namorado morrer, também perdeu a sua vida. Bateu forte a cabeça numa grande pedra que a fez morrer na hora; muito sangue foi derramado e desde então Miguel e Renata estão na lista de desaparecidos.

      Seis anos depois.

       – Ai, falta muito para chegarmos? – Disse Gabriel

       – Daqui a alguns minutinhos vamos chegar. – Disse César

       – Ah César! Você sempre diz isso, vamos chegar a alguns minutinhos. – Disse Gabriel

       – Gabriel, não sei por que você está com tanta pressa. – Disse Mari.      

       – Por que eu quero mergulhar logo naquela água, me refrescar um pouco, este carro está um forno! – Disse Gabriel

       – Não fala mal do meu carro não, manow. – Disse César

       – Tá um forno aqui César. – Disse Gabriel

       – Abre a janela irmão, vai solucionar o seu problema! – Disse César

       – O problema é que neste carro não tem um ar-condicionado! – Disse Gabriel

       – Ei gente, vamos parar porque a brincadeira de vocês dois já está ficando séria! – Disse Mari

       – É isso ai Mari, coloca moral no seu namorado! – Disse Gabriel

       – Namoral, vou parar o carro e pedir para o Gabriel se retirar. – Disse César

       – Você não tem moral pra me tirar do carro, além do mais é melhor parar ai que vou lá para o carro do Eduardo. – Disse Gabriel

       – Há vai lá para o carro daquele playboy, lá tem ar-condicionado é carro pra gente fresca que igual a você. – Disse César

       – A Mari disse para vocês pararem! – Diz Thaíssa.

       – Já paramos, era só uma brincadeirinha. – Diz César.

         E no outro carro.

       – Ai, porque diminui a velocidade? A gasolina está acabando? – Perguntou Eduardo.

       – Não, estávamos apenas conversando. – Disse César.

       – Então vamos nessa, já estamos bem perto. – Disse Eduardo.

        Eduardo passou à frente do carro de César.

       – Ele pensou que a gasolina estava acabando? – Perguntou Gabriel.

       – Queria é se intrometer! – Respondeu César.

       – Quando é que a sua rivalidade com o Eduardo vai terminar? – Perguntou Mari.

       – Depois que ele parar de jogar na minha cara que é melhor do que eu. O cara fica esfregando na minha cara tudo que ele tem, mas, é tudo presentinho do papai dele! – Disse César.

       – O Eduardo agora trabalha César. – Disse Thaíssa.

       – É mais é com o pai dele, esse cara nunca saiu de casa para entregar currículo e além do mais a Helena merecia alguém melhor ao lado dela. – Disse César.

       – Falou o irmão mais velho querendo proteger a irmãzinha mais nova. – Disse Gabriel.

       – É isso mesmo. Sou o irmão mais velho da Helena e quero o melhor para a minha irmã!

      – Calma cara, eu só estava brincando. – Disse Gabriel.

      – É amor, relaxa um pouco estamos indo se divertir mesmo que seja na casa do Eduardo. – Disse Mari

      – Você tem razão, desculpa ai manow. – Disse César.

      – Tranquilo irmão! – Respondeu Gabriel.

      – Galera, vamos curtir aquele paraíso! – Disse César.

      – É assim que se fala. – Disse Mari.

      – Uhuull – Disse Thaíssa.

        Chegando a cidade onde vão passar o final de semana.

      – Chegamos, até que enfim. – Disse Eduardo.

      – É chegamos. – Disse Helena.

      – O que houve? – Perguntou Eduardo.

      – Você só falou com o meu irmão pra provocar ele não foi? – Perguntou Helena.

      – Está bem, foi só uma brincadeira pra deixar o ambiente mais tranquilo. – Respondeu Eduardo.

      – Mais tranquilo? – Disse Helena.

      – Helena, eu sei que o seu irmão e eu temos as nossas diferenças, mas ele também me provoca. – Disse Eduardo.

      – Mais foi você que começou isso tudo, Eduardo! – Disse Helena.

      – Prometo que… Vou me comportar. – Disse Eduardo.

      – Muito bom casal, é assim que se resolve – Disse Fernando.

      – Cala a boca Fernando, senão quando chegar lá vou te jogar no mar com roupa e tudo. – Disse Eduardo.

      – Nando veio por causa da Thaíssa – Disse Helena.

      – Ela estava muito bonita naquela festa. – Diz Fernando.

      – Só quero ver no que vai dá entre você e ela. – Diz Eduardo.

      – Relaxa aquela garota não me escapa. – Diz Fernando.

      – Chegamos! – Diz Eduardo.

        No outro.

      – Até que enfim chegamos. – Diz Mari.

      – Vamos galera, vamos direto para a praia. – Diz Gabriel.

      – Vamos sim, mas primeiro vamos tirar as coisas do carro. – Diz César.

      – Não dá pra fazer isso depois? – Pergunta Gabriel.

      – Não, deixa de ser preguiçoso. – Diz Thaíssa.

      – Vamos lá então. – Diz Gabriel.

      – Vocês podem colocar as malas nos quartos, agora não sei o caso de Thaíssa, Fernando e Gabriel se vão querer ficar no quartos. – Diz Eduardo.

      – Por quê? O que vai rolar nos quartos que nós não podemos ficar neles? – Pergunta Gabriel.

      – Você é inocente demais, demais! – Disse Fernando.

      – Você é idiota demais, demais! – Disse Gabriel.

       Gabriel e Fernando se encaram.

      – Vamos abaixar a bola ai gente, vamos resolver isso depois. – Disse César.

      – Galera, não vamos desperdiçar o dia brigando, viemos aqui para se divertir e eu estou indo para a praia! – Disse Mari.

      – Eu também vou. – Disse Helena.

      – Ei, amor me espera. – Disse César.

      – César! – Disse Eduardo.

      – O que é? – Perguntou César.

      – É que eu tenho eu tenho um barco, ou melhor, dizendo um iate. – Diz Eduardo.

      – Porque está me dizendo? – Diz César.

      – Estamos na praia, achei que gostaria de conhecer e dar uma voltinha. – Diz Eduardo.

      – Não, prefiro ficar na praia com a Mari. – Diz César.

      – César, vamos! – Disse Mari.

      – Mari, estou dizendo para o seu namorado que tenho um iate e que ele está convidado para dar uma voltinha. – Diz Eduardo.

      – Nossa, seria muito legal não acha amor? – Pergunta Mari.

      – Oi? – Pergunta César.

      – Perguntei se isso não seria legal, passear de barco. – Disse Mari.

      – Ah, sim isso seria legal. – Disse César.

      – Até porque está pode ser a única oportunidade que você teria em andar num barco como este. – Diz Eduardo.

      – O que foi que disse? – Perguntou César.

      – Eu disse que está pode ser a única oportunidade de subir em um barco ou você tem um? – Disse Eduardo.

      – Vamos César, anda logo! – Disse Mari.

      – Tá, vamos. – Disse César.

       Mari e César foram para a praia, mas César foi caminhando ao lado de sua namorada, mas olhando para Eduardo com uma cara de poucos amigos.

       Chegando à praia, o casal não teve tempo de ficarem a sós e logo os amigos foram chegando e os chamando para o passeio no barco do Eduardo.

   – Ei geeeeeente! – Grita Gabriel.

   – Vamos, o barco está esperando – Diz Thaíssa.

   – Legal, vamos amor? – Pergunta Mari.

   – Vamos. – Responde César.

    E já dentro do barco e em alto mar.

   – Então galeras estão gostando do barco? – Pergunta Eduardo.

   – Muito legal cara, o barco grande e rápido, nunca tinha entrado em um barco como este. – Diz Gabriel.

   – E você Thaíssa? – Pergunta Fernando.

   – O que tem eu? – Responde Thaíssa.

   – Esta gostando do barco? – Pergunta Fernando.

   – Estou gostando sim, achei bem legal o Eduardo nos convidar. – Diz Thaíssa.

   – É ele mandou muito bem, gostei do que fez. – Diz Fernando.

   – Gostou do que ele fez? – Pergunta Thaíssa.

   – É por que vamos poder terminar aquela nossa conversa. – Diz Fernando.

   – Qual conversa? – Pergunta Thaíssa.

   – Aquela que tivemos no bar… – Diz Fernando

   – Huum. – Diz Thaíssa.

   – Naquele dia. – Diz Fernando.

   – É eu me lembro de que estávamos no bar. – Diz Thaíssa.

   – E se lembra da conversa? – Pergunta Fernando.

   – Para a sua felicidade, eu me lembro sim, e até tive que ir embora correndo não de você mas tinha uma emergência. – Responde Thaíssa.

   – Depois que você foi embora, eu queria te perguntar uma coisa. – Diz Fernando.

   – Aproveita e faça a sua pergunta. – Diz Thaíssa.

   – Quer sair comigo? – Pergunta Fernando.

   – Sair pra onde? – pergunta Thaíssa.

   – Pra jantar, ir ao cinema, teatro. – Responde Fernando.

   – Nossa! Ouvi isso mesmo, teatro? – Pergunta Thaíssa.

   – Sim, mas se você não gosta, podemos… – Diz Fernando.

   – Não, que isso. Eu nunca fui há um teatro… Quer dizer só quando eu era pequena, ia com os colegas de escola hahahaha. – Diz Thaíssa.

   – Hahahaha me lembro também que fui assistir uma ou duas peças quando era pequeno, tudo devido ao passeios que a escola organizava. – Diz Fernando.

   – O lance é que geralmente os homens não convidam as mulheres para ir ao teatro e sim ir a um bar, cinema às vezes rola, pra jantar… Não, no bar mesmo se come alguns tira gostos. – Diz Thaíssa.

   – É digamos que você deu sorte, sou um dos últimos românticos, um cara a moda antiga. – Diz Fernando.

   – Últimos românticos Hahahaha Daqueles que presenteiam a amada com flores e caixas de bombons? Não precisa ser tão antiga assim, misturar os estilos seria bom. – Diz Thaíssa.

   – Misturar Hahaha – Diz Fernando.

   – Iai galera, como vocês estão? – Pergunta Gabriel

   – Oi Gabriel. – Responde Thaíssa.

   – Estamos bem, mas você chegou… – Diz Fernando.

   – Daí eu cheguei e acabei com o bom papo que vocês estavam tendo. – Diz Gabriel.

   – Exatamente, você acertou. – Diz Fernando.

   – Acho que fiz um favor para a Thaíssa. – Diz Gabriel.

   – Não pedi nenhum favor a você Gabriel! – Diz Thaíssa.

   – Essa doeu! – Diz Fernando.

   – Mais mesmo assim, a minha chegada acaba com esse “teatro” todo que ele faz. – Diz Gabriel.

   – É bem provável que você estava ouvindo a nossa conversa. – Diz Fernando.

   – É eu ouvi sim, vi você convidando a Thaíssa pra sair, ir ao teatro, jantarzinho. – Diz Gabriel.

   – E você se sentiu incomodado com isso? – Pergunta Fernando.

   – Fiquei preocupado. – Responde Gabriel.

   – Ficou preocupado comigo, Gabriel? – Pergunta Thaíssa.

   – Fiquei. – Responde Gabriel.

   – Não se preocupe cara, tenho boas intenções. – Diz Fernando.

   – Ai é que está. Este seu estilo sabe… Eu não sei. – Diz Gabriel.

   – O que tem o meu estilo? – Pergunta Fernando.

   – Esse estilo Don Juan, galã de novela das oito… Isso não combina com você, tem que ser você mesmo, quer levar a garota no teatro mais você está sendo um grande pregando uma peça pra cima dela. – Diz Gabriel.

   – Já estou até vendo no que isso vai dar, por isso vou pra outro canto. – Diz Thaíssa.

   – Thaíssa não vai, espera um pouco! – Diz Fernando.

   – Deixa, é melhor ela ir do que ficar aqui conversando com você. – Diz Gabriel.

   – Você é um idiota!! – Diz Fernando.

    Fernando parte para cima de Gabriel, só que César logo impede uma confusão ainda maior.

    – Ei ei ei ei galera! O que é isso?! Estamos aqui passeando e vocês dois já estão brigando!! – Diz César.

    – Foi ele que começou! – Diz Fernando.

    – Comecei uma conversa, mas você ficou todo bravinho. – Diz Gabriel.

    – Chega! Acabou! – Diz César.

    – É isso ai, acabou. Aliás, vamos algo diferente. – Diz César.

    – O que vai fazer Eduardo? – Pergunta Helena.

    – Também quero saber. – Diz Mari.

    – Estou curioso pra saber o que tem naquela ilha. – Responde Eduardo.

    – É uma ilha qualquer. – Diz Fernando.

    – Não é só uma ilha qualquer, deve ter uma vista muito bonita. Por isso vamos pra lá, quem tá comigo? – Pergunta Eduardo.

    – Eu vou. – Diz Fernando.

    – Tem certeza, Eduardo? – Pergunta Helena.

    – Tenho, vai ser legal fazer algo diferente. – Diz Eduardo.

    – Eu também vou, vamos César? Thaíssa, Mari vocês vão também? – Pergunta Gabriel.

    – Eu só vou se o César também for. – Responde Mari.

    – Eu vou. – Responde César.

    – Também vou. – Diz Thaíssa.

    – Beleza! Então vamos nessa.

      Os amigos foram para a tal ilha que Eduardo sugerir ir pelo o fato de a sua curiosidade falar mais alto, mas o que eles não sabem é que os moradores desta ilha são seres perigosos que não gostam visitantes.

    – Eduardo, você não acha que o mar fica mais agitado cada vez que chegamos perto desta ilha misteriosa? – Pergunta Helena.

    – Fique tranquila amor, isso é normal. – Responde Eduardo.

    – Parece um sinal para não nos aproximarmos deste lugar. – Diz Mari.

    – É muito estranho, mais acho que não vai acontecer nada. – Diz César.

    – Não sei estou com um mau pressentimento. – Diz Thaíssa.

    – Agora falta pouco para chegarmos à ilha. – Diz Fernando.

    – Ei Eduardo como vai fazer para prendermos o barco? – Pergunta César.

    – Eu ainda não sei se tiver alguma ideia será bem vinda. – Responde Eduardo.

    – Vem cá, você sabia que perto desta ilha as ondas eram agitadas assim? – Pergunta César.

    – Não! – Responde Eduardo.

    – O que vai fazer Eduardo? – Pergunta Gabriel.

    – Fiquem calmos, vai ficar tudo bem! – Responde Eduardo.

    – Eduardo, é melhor voltarmos para casa! – Disse Helena.

    – Eu também acho que o melhor a se fazer é voltar! – Disse Mari.

    – Essas ondas vão virar o barco, Eduardo você tem que fazer o retorno agora! – Disse César.

    – Não podemos voltar, temos que seguir em frente ir para aquela ilha e esperar o mar ficar mais calmo. – Disse Eduardo.

    – Você não está vendo que o mar não vai ficar calmo! – Disse César.

    – Fique quieto e deixa que eu resolvo! – Disse Eduardo.

    – Já está resolvido, volta agora! – Disse César.

    – Solta este volante, César! – Disse Eduardo.

     – O grupo todo quer voltar! – Disse César.

     – Eu mandei soltar!! – Disse Eduardo.

     – Cuidado! – Disse Thaíssa.

      Por causa da confusão, o barco de Eduardo bate forte em uma pedra e logo em seguida o motor desliga e não volta a funcionar.

     – Olha o que você fez seu imbecil! – Disse Eduardo.

     – Eu que fiz? Você deveria ter voltado! – Disse César.

     – Eu deveria quebrar a sua cara! – Disse Eduardo.

     – Então vem! – Disse César.

     – Oooooh Calma aew! – Diz Fernando.

     – Ei César?! Calma cara! – Diz Gabriel.

     – Eduardo, o que é isso? Vai brigar com o meu irmão?! É isso que você quer?! – Pergunta Helena.

     – Helena, não se mete nisso! – Disse Eduardo.

     – Ei, olha lá como você fala com ela! – Disse César.

     – Vai fazer o que? Já sei pode pagar o concerto do barco! – Disse Eduardo.

     – Gente, temos que nos preocupar em sair daqui e pedir socorro. – Disse Mari.

     – Olha eu vi uma corda quando estava entrando no barco. – Disse Gabriel.

     – Não precisamos de corda, as pedras estão bem próximas e as ondas não estão vindo aqui é só tomar cuidado para não escorregar. – Disse Eduardo.

     – Vamos Mari. – Disse César.

     – Eu estou com muito medo. – Disse mari.

     – Nós vamos conseguir, é só pensar positivo, amor. – Disse César.

     – Ai meu Deus, olha aonde nós paramos! – Disse Mari.

     – Espero que a ajuda chegue o mais rápido possível. – Disse Thaíssa.

     – Acho que isso vai demorar um pouco ou até dias. – Disse Fernando.

     – Deste jeito você só desanima ela. – Diz Gabriel.

     – E quem te perguntou?! – Disse Fernando.

     – Vocês querem parar! Mais que saco! – Disse Thaíssa.

     – Vamos gente, mais atenção para não cair! – Diz César.

     – Helena, quer ajuda? – Pergunta Eduardo.

     – O que você acha? – Disse Helena.

     – Amor, não fique brava comigo, eu tinha uma boa intenção. – Diz Eduardo.

     – Boa intenção?! Eduardo, eu sei que você tem um espírito aventureiro, mas nós poderíamos ter morrido com essas ondas batendo forte no barco! – Diz Helena.

     – Tá legal! Talvez eu tenha me precipitado nessa escolha de vir para a ilha, os meus outros amigos é que gostariam de vir. – Diz Eduardo.

     – Mais não vieram e estes aqui também são seus amigos! – Disse Helena.

     – Helena o que houve? – Pergunta Mari.

     – Só estava falando com o Eduardo. – Diz Helena.

       O grupo de amigos consegue chegar à ilha misteriosa.

     – Terra firme galera! – Disse Eduardo.

     – É conseguimos chegar à ilha, e agora qual vai ser o plano? – Pergunta Gabriel.

      – Não tem plano nenhum. – Responde Eduardo.

      – Você queria vir pra cá. – Diz Gabriel.

      – É mais o plano era passear e agora precisamos de um plano pra sair daqui. – Diz Eduardo.

      – Eu estou com fome. – Diz Mari.

      – Nós vamos procurar comida amor. – Diz César.

      – É Mari, aqui deve ter alguma fruta, pelo menos tem bastante árvore. – Diz Helena.

      – Olha, tem uma trilha podemos procurar algo pra comer. – Diz Eduardo.

      – É melhor sairmos daqui logo! – Diz Thaíssa.

      – Vamos, é por aqui. – Diz Eduardo.

      – Você sabe para onde está indo Eduardo? – Pergunta Fernando.

      – É só seguirmos em frente, Fernando. – Responde Eduardo.

      – Eu acho melhor irmos para o topo ou um local mais alto para conseguirmos fazer uma ligação. – Disse César.

      – Eu também acho uma boa ideia, quanto mais alto formos à possibilidade de fazer uma ligação também é grande. – Disse Mari.

      – O que estamos esperando, vamos nessa! – Disse César.

       Logo que a caminhada começa, um membro do grupo escuta um barulho.

       – Ouviram isso? – Pergunta Thaíssa.

       – O que? – Pergunta Mari.

       – Não foi nada, vamos seguir. – Disse Thaíssa.

        Mas ela ouve o barulho novamente.

       – Agora tenho certeza de que escutei um barulho. – Diz Thaíssa.

       – Mais que barulho, Thaíssa? – Pergunta Helena.

       – Eu não sei o que é, mas parece que está bem perto de nós. – Responde Thaíssa.

       – Os bichos estão é com medo de nós! – Diz Eduardo.

       – Nenhum bicho vai nos atacar! – Diz César.

       – Não vai acontecer nada Thaíssa, eu vou ficar do seu lado para se sentir segura. – Diz Fernando.

       – Insegura é isso que você queria dizer. – Diz Gabriel.

       – Fico me perguntando por que você veio? – Diz Fernando.

       – Sabe que me faço está mesma pergunta a respeito de você. – Diz Gabriel.

       – Eu vim me divertir, já você veio para tirar uma com a minha cara! – Diz Fernando.

       – Não eu vim me divertir igual a você, mas também tirar uma com a sua cara. – Diz Gabriel.

       – Chega, eu não aguento mais este cara! – Diz Gabriel.

       – Vai fazer um escândalo no meio da mata? – Pergunta Gabriel.

       – Vocês dois, já chega! – Diz Eduardo.

       – Parece que vocês dois estão disputando algo. – Diz Helena.

       – E o que mais pode ser, eles estão disputando a Thaíssa. – Diz Mari.

       – Ah não diga besteiras! – Diz Fernando.

       – Ei, olha lá como fala. – Diz César.

       – É verdade, Fernando. – Diz Mari.

       – Então você acha que eu sou uma besteira? – Pergunta Thaíssa.

       – Não foi isso que eu quis dizer, Thaíssa. – Responde Fernando.

       – Foi sim Thaíssa, foi isso que ele quis dizer. – Diz Gabriel.

        Agora todos ouvem o mesmo barulho que Thaíssa tinha escutado anteriormente.

       – O que foi isso? – Pergunta Fernando.

       – Agora eu também ouvi. – Diz César.

       – César, vamos embora daqui?! – Diz Mari.

       – Só há um jeito de sairmos daqui que é ligar e pedir socorro. – Diz César.

       – Não adianta aqui não pega sinal. – Diz Eduardo.

       – Como você sabe? – Pergunta César.

       – É porque já testei. – Responde Eduardo.

       – E o que vamos fazer? – Pergunta Gabriel.

       – Vamos para o lugar mais alto desta ilha, onde não tem árvores ou algo do tipo que não deem interferência na comunicação. – Responde Eduardo.

        – Odeio admitir isto, mas, você tem razão. Vamos seguir nesta trilha. – Diz César.

        – Como pode ter tanta certeza que este é o caminho certo? – Pergunta Fernando.

        – Eu não tenho, mas, você conhece outro caminho? Certo ou não temos que sair deste lugar antes de anoitecer. – Responde César.

        – tem algo se rastejando bem perto de mim. – Diz Helena.

        – É estou vendo, calma que vou ver. – Diz Gabriel.

        – Gabriel, você não sabe o que tem ai neste mato. – Diz Helena.

        – Eu estou tomo cuidado. – Diz Gabriel.

        – Gabrieeeeellll!! – Diz Thaíssa.

        – Gabriel, não coloca a mão ai cara! – Diz César.

        – Olhem só, eu um lagarto… Um pequeno lagarto que agora saiu correndo. – Diz Gabriel.

        – Esse desespero todo por causa de um lagarto? – Pergunta Fernando.

        – Podem ter outros bichos nesta ilha. – Responde Mari.

        – Agora é hora de nos acalmarmos e seguir em frente. – Diz César.

        – Exato, vamos galera! – Diz Helena.

          Não demorou muito para que o grupo desse de cara com os inimigos mas, Eduardo e Fernando estavam mais a frente dos demais e encontram algo que poderia evitar uma ou mais tragédias.

        – Aqui nesta placa diz: Não ultrapasse! – Diz Eduardo.

        – O que isso quer dizer? – Pergunta Fernando.

        – Quer dizer que não é para passarmos. – Responde Eduardo.

        – Há fala sério! Essa placa é velha demais, isso deve estar ai há séculos. – Diz Eduardo.

        – O pessoal vai ver está placa e vai querer voltar. – Diz Fernando.

        – Sobre está placa, eles não vão ver porque vou esconder nestes galhos. – Diz Eduardo.

        – Acho que é uma boa ideia, não vão achar. – Diz Fernando.

        – Não vão não… Agora disfarça que eles estão vindo! – Diz Eduardo.

        – Há vocês estão ai. – Diz Helena.

        – Oi amor, estávamos esperando vocês. – Diz Eduardo.

        – Vocês acharam alguma coisa por aqui? – Pergunta César.

        – Não achamos nada, vai ser difícil algo nesta ilha. – Diz Fernando.

        – Vem amor, se vamos andar temos que ficar juntos. – Diz Helena.

          Helena então segura a mão de Eduardo mas logo percebe algo estranho.

          – Eduardo, a sua mão está tão suja! – Diz Helena.

           Eduardo então olha para a sua mão e rapidamente à limpa em sua bermuda.

          – É que estava revirando alguns galhos junto com o Fernando à procura de algo mais não tivemos sucesso. – Diz Eduardo.

          – É até as minhas mãos estão sujas. – Diz Fernando.

          – Vocês dois não deveriam colocar as mãos nesses matos. – Diz Mari.

          – Nós sabemos nos cuidar. – Diz Eduardo.

          – É eu sei, mas… – Diz Mari.

          – Mari, eles sabem se cuidar. – Diz César.

          – Tá legal galera, vamos seguir agora todos juntos. – Diz Gabriel.

          – Também acho que seria melhor para todos nós se ficarmos juntos. – Diz Thaíssa.

          – Eu acho que estamos falando muito e agindo pouco, vamos! – Diz César.

           Quando o grupo se prepara para continuar a caminhada, Fernando deixa algo cair no meio de alguns matos e logo a surpresa aparece.

          – Droga! – Diz Fernando.

          – O que foi? – Pergunta Eduardo.

          – E agora ele ficou para trás. – Diz Gabriel.

          – Deixei a minha carteira cair. – Responde Fernando.

          – Onde? – Eduardo.

          – Eu não sei, vou procurar. – Responde Fernando.

          – Não quer ajuda? – Pergunta César.

          – Não! Eu já encontro vocês, podem seguir. – Responde Fernando.

           – Tem certeza? – Pergunta Eduardo.

           – Tenho! – Responde Fernando.

            Fernando consegue encontrar a sua carteira, mas…

           – Achei! Está de baixo deste mato. Aaaaaaaaaahhh!! – Diz Fernando.

           – Ouviram isso?! – Diz César.

           – Só pode ser o Fernando! – Diz Thaíssa.

           – Fernandooo?! – Diz Eduardo.

           – Cuidado! Esses galhos estão cheios de cobras! – Diz Gabriel.

           – Cobras? – Pergunta Thaíssa.

           – Essas cobras não estavam aqui! – Diz Mari.

           – O Fernando Está caído, Eduardo. – Diz Helena.

           – Eu vou buscá-lo! – Diz Eduardo.

           – Eu vou te ajudar! – Diz César.

           – Eduardo, uma cobra me mordeu bem na perna! – Diz Fernando.

           – Uma cobra? Onde? – Pergunta Eduardo.

           – No meio deste mato, achei a minha carteira e quando fui pegar uma cobra estava escondida e me mordeu! – Responde Fernando.

           – Calma! Nós vamos te ajudar. – Diz César.

           – César, como ele está? – Pergunta Mari.

           – Ele foi mordido por uma cobra. – Responde César.

           – Olha aqui tem uma garrafa de água. – Diz Gabriel.

           – O que uma garrafa de água vai adiantar? – Pergunta Thaíssa.

           – Ajuda com a sede que estou me dê logo está garrafa! – Responde Fernando.

            – Eduardo, temos que levar o Fernando para um lugar mais seguro. – Diz César.

            – Ok, vamos levantá-lo. – Diz Eduardo.

            – Para onde vamos? – Pergunta Mari.

            – Tem cobra por toda parte! – Diz Gabriel.

            – Temos que andar logo, abram o caminho! – Diz Eduardo.

              Então César e Eduardo começaram a carregar Fernando e com o grupo logo atrás.

             – Você vai ficar bem, Fernando. – Diz Eduardo.

             – A minha perna está queimando! – Diz Fernando.

             – Ei ei ei ei cuidado! Uma cobra no meio do caminho! – Diz César.

             – Por que paramos? – Pergunta Gabriel.

             – Tem uma cobra no nosso caminho. – Responde César.

             – Não só uma mais tem várias cobras no nosso caminho. – Diz Mari.

             – Temos que passar por está que está na nossa frente. – Diz Eduardo.

             – Segure o Fernando! – Diz César.

             – O que vai fazer? – Pergunta Eduardo.

             – Vou tirar está cobra do caminho. – Responde César.

             – Você é louco?! Está cobra pode ser venenosa! – Diz Eduardo.

             – Não tem outra alternativa a não ser chamar a atenção dela para outro local. – Diz César.

              César pegou um galho de uma árvore e bem devagar começou a suspender colocando a cobra em cima do galho.

             – César, toma cuidado! – Diz Mari.

             – Está sobcontrole. – Diz César.

             – Ele está conseguindo. – Diz Helena.

             – O que vai fazer com ela? – Pergunta Gabriel.

             – Vou coloca-lá em um lugar onde não possa entrar no caminho demais ninguém. – Responde César.

              – Vamos galera! Essas cobras podem ser venenosas. – Diz Eduardo.

              – Venenosas? É isso mesmo que ouvi? É melhor correr! – Diz Mari.

              – Não é uma boa ideia¹ – Diz Eduardo.

                Mari saiu correndo e olhando para trás mesmo com Eduardo dizendo que não seria uma boa ideia fazer isso mas ela mostra estar em pânico quando ver que está em um lugar cercado por cobras.

               – Mari, não faz isso é arriscado! – Diz Helena.

               – De todo jeito nós já arriscamos nossas vidas vindo aqui e eu não fico mais aqui nenhum minuto a mais! – Diz Mari.

               – Mari, espera! – Grita César.

            A moça continua correndo, mas acaba caindo e para piorar cai com um dos braços em cima de uma cobra que imediatamente a morde. Mari grita desesperada enquanto César corre para socorrer a namorada.

               – Mari?! – Diz César.

               – Aaaaaaaaahhh!! Aqui César! – Diz Mari.

               – Ai meu Deus, O que houve?! – Pergunta César.

               – Eu cai e uma cobra me mordeu! – Responde Mari.

               – Me deixa ver… Não, não, não! – Diz César.

               – Amor, você tem que ser forte e ajudar o pessoal. Eu estou bem por enquanto, temos que dar um jeito de sair daqui. – Diz Mari.

               – Você ai ficar bem, eu vou te tirar desta ilha nem que eu me jogue no mar e te leve para a cidade. – Diz César.

               – Ainda posso andar, temos que ir. – Diz Mari.

               – Mari? César? Onde estão vocês? – Grita Thaíssa.

               – Aqui Thaíssa, estamos aqui! – Responde César.

               – Que bom que achei vocês… O que aconteceu? – Pergunta Thaíssa.

               – Fui mordida por uma cobra. – Responde Mari.

               – Eu vim avisar que o estado do Fernando está piorando e agora você me diz que também foi mordida. – Diz Thaíssa.

               – Onde eles estão? – Pergunta César.

               – Aqui atrás. – responde Thaíssa.

               – Fique com a Mari que vou buscar o pessoal para cá. – Diz César.

               – Está bem. – Diz Thaíssa.

               – Vem me ajude a levantar. – Diz Mari.

               – Como está se sentido? – Pergunta Thaíssa.

               – Estou bem, vamos temos que ir. – Diz Mari.

               – Não, não, não! O César disse que iria buscar o pessoal, vamos esperar. – Diz Thaíssa.

                César então encontra os seus amigos e logo ver que o estado de Fernando é crítico.

               – Achei vocês! – Diz César.

               – Cadê a Thaíssa? – Pergunta Gabriel.

               – Ficou cuidando da Mari, ela também foi mordida por uma dessas cobras. – Responde César.

               – Temos que procurar um abrigo! – Diz Helena.

                – Temos que ir buscar as meninas e ai sim procurar um abrigo. – Diz Eduardo.

                – Também gostei desta ideia vamos buscá-las. – Diz Gabriel.

                 César se solidariza em ajudar Fernando.

                 – Te ajudo a levá-lo. – Diz César.

                 – Valeu! – Diz Eduardo.

                  O grupo vai ao encontro de Mari e Thaíssa que estão esperando. Rapidamente eles chegam ao local.

                 – Iai como ela está? – Pergunta César.

                 – Disse que está sentindo certa fraqueza no corpo. – Responde Thaíssa.

                 – Mari, consegue andar amor? – Pergunta César.

                 – Consigo, para onde vamos? – Pergunta Mari.

                 – Vamos procurar um abrigo para cuidarmos de você e do Fernando.

                 – Tarde demais! Fernando? Fique acordado! Olhe para mim, Fernando! – Diz Eduardo.

                 – Não há mais dúvidas de que foi uma cobra venenosa que mordeu ele! – Diz Helena.

                 – E agora o que vamos fazer?! – Pergunta Thaíssa.

                 – Fernando?! Fernando?! – Diz Eduardo.

                 – Não tem pulso, ele morreu. – Diz César.

                 – Não diz isso cara! Ele não morreu! – Diz Eduardo.

                 – O cara irritante morreu. – Diz Gabriel.

                 – Irritante é você e senão sair daqui… – Diz Eduardo.

                 – E se ele não sair? Olha o Fernando morreu e você tem que entender, aliás, todos nós temos que entender que nesta ilha só habitam cobras e mais cobras venenosas! – Diz César.

                 – Todas as cobras que vimos era da mesma espécie, tem razão são todas venenosas. – Diz Thaíssa.

                 – E o veneno está agindo rápido demais, olha o estado da Mari. – Diz Gabriel.

                 – Mari, fique de olhos abertos. – Diz César.

                 – Estou cada vez mais fraca, com a boca seca, acho que não vou demorar muito. – Diz Mari.

                 – Nós vamos te levar para um lugar seguro onde você vai poder descansar um pouco. – Diz Thaíssa.

                  – César, a sua namorada vai morrer também. – Diz Eduardo.

                  – Vai morrer por sua causa! – Diz César.

                  – Minha causa? – Pergunta Eduardo.

                  – Você nos trouxe para está ilha mortal, nada disso teria acontecido se você não bancasse o aventureiro e quisesse vir explorar um lugar que ninguém tinha falado! – Diz César.

                   – Vocês concordaram em vir, não tenho culpa de nada! – Diz Eduardo.

                   – Você nos jogou na jaula dos leões! – Diz Gabriel.

                   – Das cobras melhor dizendo! – Diz Thaíssa.

                   – Eu sei que me empolguei, mas teve uma votação, o que devemos fazer é procurar um abrigo. – Diz Eduardo.

                   – Estou louco para quebrar a sua cara! – Diz César.

                   – Você quer brigar? Pode vir então! – Diz Eduardo.

                   – Ninguém vai brigar aqui! Deste jeito só vamos causar uma separação do grupo. – Diz Helena.

                   – Tem razão amor, separação. Eu me separo deste grupo, agora vocês que se virem para sair daqui. – Diz Eduardo.

                   – Você não teria a coragem de nos deixar aqui! – Diz Thaíssa.

                   – Thaíssa, deixa que eu falo com ele… Eduardo, pense no que está falando. Isso não está certo! – Diz Helena.

                   – Não está certo ficar perto de certas pessoas que ficam me culpando por estarmos aqui! – Diz Eduardo.

                   – Eu não estou te reconhecendo, o Eduardo que conheci adorava ajudar as pessoas e agora pelo o que eu vejo, me enganei. – Diz Helena.

                   – Eu gosto de ajudar as pessoas. – Diz Eduardo.

                   – Só que neste caso você está sendo egoísta. – Diz Helena.

                   – Fale o que quiser você vem comigo ou não? – Pergunta Eduardo.

                   – Helena você vai com ele? – Pergunta César.

                    Helena não demora muito para tomar uma decisão.

                   – Eu vou com ele. – Responde Helena.

                   – Pense bem, esse cara não vale nada. – Diz César.

                   – Vamos Helena! Não podemos perder muito tempo. – Diz Eduardo.

                   – Qualquer coisa, é só dá um grito. – Diz César.

                   – Pode deixar, eu vou ficar bem. – Diz Helena.

                     Helena e Eduardo agora formam uma dupla, seguiram o seu caminho diferente de César, Mari, Thaíssa e Gabriel que ficaram observando os dois irem embora. Cinco minutos depois o grupo também seguiu a caminhada deixando ali o corpo de Fernando no chão. Enquanto isso mais a frente, Helena e Eduardo têm uma discussão.

                – O que você vai fazer? – Pergunta Helena.

                – Eu sei lá! Vamos procurar um lugar para descansar e depois andamos mais. – Responde Eduardo.

                – Eduardo, você não tem ideia para onde está indo! – Diz Helena.

                – E você está?! Você tem uma bússola escondida ai não contou? – Diz Eduardo.

                – Podemos estar andando em círculos e nem estamos percebendo isso. – Diz Helena.

                – Já chega Helena! Você está colocando defeito em tudo! – Diz Eduardo.

                – Está ilha toda é cheia de defeitos! – Diz Helena.

                – É por isso que temos que sair daqui o mais rápido possível! – Diz Eduardo.

                – Olha, foi erro ter se separado do meu irmão e dos outros, juntos somos mais fortes. – Diz Helena.

                – Nós estamos juntos Helena! Nós dois somos uma equipe agora! – Diz Eduardo.

                – Prefiro continuar andando do que ficar aqui discutindo com você, isso não vai mudar mesmo.- Diz Helena.

                 No outro grupo.

                – Acho que tem um lugar onde podemos ficar César. – Diz Gabriel.

                – Verdade, aquele lugar é ótimo. – Diz Thaíssa.

                – O que você acha César? – Pergunta Gabriel.

                 César anda com Mari em seus braços, mas parece que está com a cabeça em outro lugar.

                – César, eu estou falando com você! – Diz Gabriel.

                – Oi, foi mau cara. – Diz César.

                – O que estava pensando? – Perguntou Gabriel.

                – Em nada… Este é o lugar? – Pergunta César.

                – É sim, acho que é bom, não vi nenhuma cobra por perto. – Diz Thaíssa.

                – Você que pensa, olha uma ali em cima daquele galho. – Diz Gabriel.

                – Aquela cobra está no lugar dela, senão irmos lá nada de grave vai nos acontecer e como se cada um no quadrado e assim vai ser. – Diz César.

                 – César, promete ficar ao meu lado até o fim? – Pergunta Mari.

                 – Eu prometo, vou ficar do seu lado. – Responde César.

                  O grupo passou a tarde e a noite no abrigo. Enquanto Gabriel e Thaíssa encontraram um canto para deitar e descansar, César ficou sentado com Mari deitada em seu colo no qual ele disse ter prometido ficar ao seu lado e assim foi até o dia seguinte.

                 – César, você não conseguiu dormir? – Pergunta Thaíssa.

                 – Não, eu fiquei acordado a noite toda. – Responde César.

                 – Até que conseguimos dormir, acho que fomos os únicos a conseguir está façanha. – Diz Gabriel.

                 – O que vai fazer com a Mari? – Pergunta Thaíssa.

                 – Vou deixá-la aqui. – Responde César.

                 – Eu sinto muito irmão. – Diz Gabriel.

                 – Valeu, agora temos que ir. – Diz César.

                 – Pra onde? – Pergunta Thaíssa.

                 – Procurar a Helena! – Responde César.

                  Enquanto isso com a dupla, Helena e Eduardo acharam que poderiam estar salvos descansando em baixo de uma árvore que na noite anterior foi inspecionada por Eduardo que não viu nada de perigoso ao redor. Mas de manhã o que tinha de perigoso deus as caras, Helena acorda com uma cobra que está em cima de Eduardo e logo leva um susto com a serpente.

                   – Eduardo, acorda. – Diz Helena.

                   – O que foi? – Pergunta Eduardo.

                   – Tem uma cobra em cima de você. – Responde Helena.

                   – Uma cobra? – Pergunta Eduardo.

                   – Não se mova, por favor. – Diz Helena.

                   – Tenho que tirar ela daqui. – Diz Eduardo.

                   – Se você se mexer, ela vai te morder. – Diz Helena.

                   – Vou esperar a boa vontade dela pra sair de cima de mim. – Diz Eduardo.

                   – Olha, ela já está saindo! – Diz Helena.

                   – Vai dona cobra, já me conheceu agora vai terminar de dar a sua voltinha em outro lugar. – Diz Eduardo.

                   – Ufa! Ela saiu muita sorte. – Diz Helena.

                   – Vamos embora daqui! – Diz Eduardo.

                   – Eduardo, tenha consciência de que o melhor a se fazer é voltarmos a ficar com os nossos amigos. – Diz Helena.

                   – Seus amigos! Eles não são meus amigos! – Diz Eduardo.

                   – O que importa agora é a questão da sobrevivência e união. Pode vir comigo se quiser, mas agora eu vou voltar para os meus amigos. – Diz Helena.

                   Helena então dá as costas para Eduardo e sai andando só que é impedida por ele que segura o seu braço com muita força.

                 – Você não pode me deixar e ir atrás deles! – Diz Eduardo.

                 – Eduardo, você está me machucando! – Diz Helena.

                 – helena, escuta! Temos que ficar juntos! – Diz Eduardo.

                  Eduardo então solta o braço de Helena que está chorando.

                 – Acabou! Estou terminando com você! – Diz Helena.

                 – O que? – Pergunta Eduardo.

                  No grupo de César, algo trágico está para acontecer.

                 – Eu vou dar uma olhada naquela vista que tem daqui para o mar. – Diz Thaíssa.

                 – Eu vou com você! – Diz Gabriel.

                 – Não demore… Enquanto isso vou ver que bicho é aquele que está se mexendo ali. – Diz César.

                   Na verdade, César vê uma nova espécie de cobra no qual ele e nenhum de seus amigos tinham visto na ilha.

                  – Interessante este tipo de cobra, parece que ela não tem olhos. – Diz César.

                   O que ele vê é uma cobra cega, as poucas que existem na ilha.

                   – Pessoal, venham ver está cobra! Ela é bem diferente das outras, interessante à cor dela. – Diz César.

                    Gabriel e Thaíssa falaram que iriam ver a vista para o mar só que quanto mais eles andavam, mais a vista ficava melhor. Gabriel então resolveu aproveitar o momento.

                    – A vista é bonita não acha? – Pergunta Thaíssa.

                    – É sim, mas, acho você mais bonita. – Responde Gabriel.

                     – Que história é essa, seu maluco? –Pergunta Thaíssa.

                     – História? Não tem história nenhuma. Aliás, não fico cheio de historinhas quando falo com uma mulher. – Responde Gabriel.

                     – Eu sei, é melhor pararmos! – Diz Thaíssa.

                     – Por que está chegando para trás? – Pergunta Gabriel.

                     – Por que você está muito estranho. – Responde Thaíssa.

                      Ao dar mais um passo para trás, Thaíssa não percebe mais já era tarde demais por que uma cobra peçonhenta acaba de cravar as suas mandíbulas em sua perna.

                      – Aaaaaaaaaaaaaaaahhh!! – Grita Thaíssa.

                      – Thaíssaaaaa!! – Grita Gabriel.

                      Com o grito as aves que são os alimentos das cobras daquela ilha, se assustam e voam para outro local. Thaíssa fica desesperada e chega cada vez mais para trás só que isso ocasionou numa queda feia a fazendo bater a cabeça bem forte em uma pedra. O impacto foi tão forte que ela morreu na hora, o seu corpo escorregou entre as pedras e caiu no mar deixando uma mancha vermelha de sangue na água isso posteriormente em sua volta.

                      Gabriel ficou desesperado tentando ver onde Thaíssa tinha caído, mas só que o rapaz de tanto se aproximar da beira, acabou escorregando e caiu da mesma maneira que Thaíssa. Bateu fortemente a cabeça e não resistiu vindo a falecer. O seu corpo ficou nas pedras, saindo muito sangue.

                       César ouviu os gritos e correu rapidamente para o local onde não acreditou em ver seus amigos mortos.

                      – Essa não! – Se desespera César.

                    César também ouviu passos, uma pessoa correndo e logo pergunta.

                      – Quem está ai? – Pergunta César.

                      – Sou eu César! – Responde Helena.

                      – Helena, graças a Deus! – Diz César.

                      – Graças a Deus eu te achei César! – Diz Helena.

                      – Está tudo bem… Quer dizer, não está tudo bem. – Diz César.

                      – Onde estão Thaíssa e Gabriel? – Pergunta Helena.

                      – Estão mortos! – Responde César.

                      – O que?! – Diz Helena.

                      – Escutei um grito, vim o mais rápido possível e quando vi os dois já estavam lá embaixo e é uma queda daquelas. – Diz César.

                      – Não acredito nisso! – Diz Helena.

                      – Fique calma… Onde o Eduardo está? – Pergunta César.

                      – Estou aqui! – Responde Eduardo.

                      – César vamos embora, não quero ficar perto dele! – Diz Helena.

                      – Bobagem Helena, você quer ficar perto de mim sim eu sinto isso! – Diz Eduardo.

                      – Se a minha irmã disse que não quer ficar perto de você, eu acredito nela! – Diz César.

                      – Cala a boca oh infeliz e me deixa resolver isso com a Helena! – Diz Eduardo.

                      – Já resolvemos tudo Eduardo! Terminei o nosso namoro. – Diz Helena.

                      – Você não pode fazer isso comigo! – Diz Eduardo.

                      – Eduardo, você está pagando pelo o grave erro que cometeu ao nos trazer para está ilha cheia de cobras venenosas. Vai carregar para sempre esta culpa pela a morte dos nossos amigos! – Diz César.

                       – Não fale bobagens César. E agora trás a helena para cá que vou tira-lá desta ilha! – Diz Eduardo.

                       – helena, fique atrás de mim! – Diz César.

                       – Tudo bem. – Diz Helena.

                        Eduardo fica bastante nervoso.

                       – Vocês estão só piorando as coisas! – Diz Eduardo.

                         Eduardo dá um soco em uma árvore só que ele não contava que nesta árvore tinha mais de vinte cobras juntas que caíram em cima dele e uma por uma começou a mordê-lo.

                        – Aaaaaaaaaaaaaaaahhh tira esses bichos de cima de mim!! – Diz Eduardo.

                        – Vamos Helena, não tem como ajudá-lo! – Diz César.

                         Helena e César então continuaram a sua caminhada para fugir da ilha das cobras. Deixaram Eduardo ser morto pela as cobras; em cada caminho tinha uma cobra, mas ambos conseguiam passar por elas até que ao chegar próximo a mar eles viram um pescador que também os viram e os ajudaram a sair da ilha.

                         – Senhor, muito obrigado por nos ajudar a sair daquela ilha. – Diz César.

                         – Mais que diabos vocês estavam fazendo naquela ilha? É suicídio. – Diz o pescador.

                         – Se falarmos o senhor não vai nem acreditar o que tem naquela ilha. – Diz Helena.

                         – Eu sei, tem muitas cobras naquele lugar por isso ninguém vai lá – Diz o pescador.

                         – O senhor sabia também que elas são venenosas? Nossos amigos morreram lá. – Diz César.

                         – Aquela ilha se chama queimada grande e as cobras que ali estão são jararacas uma das espécies mais venenosas que existem no planeta. – Diz o pescador.

                         – Jararacas! – Diz Helena.

                         – Exatamente. A marinha proibiu o desembarque naquela ilha vocês deram muita sorte.

                        O pescador que estava pescando nas proximidades da ilha da queimada grande resgatou os irmãos Helena e César, os dois foram os únicos que conseguiram sobreviver do grupo em que estavam.

 

                                       Um texto de Victor Nascimento.

Read Full Post »

Viva!

  Estou eu aqui em casa, ou melhor, dizendo no meu quarto, moro em Santa Teresa, zona central do Rio de Janeiro. A minha preferência neste momento é ficar deitado na minha cama, mexendo no meu celular; o que estou fazendo? Visito as mesmas páginas constantemente. Tenho um perfil no facebook e lá você irá ver as poucas fotos que tenho; fotos de três, quatro anos atrás; a minha mãe me pergunta se eu tenho amigos, eu respondo que tenho mais os que eu tenho são mais parados do que eu ou decidiram por si só seguirem seus caminhos.

– O que o Pedro está fazendo?

  Este é o meu pai Raúl. Ele é um motorista de ônibus de viagem; ganhou três dias de folga no trabalho o que é muito raro, ele nem esquenta, pois gosta do trabalho, mas quando se trata da família ele logo se anima e volta logo para casa.

– Está no quarto!

   Essa é a minha mãe Sônia, ela trabalhava em loja, mas resolveu largar o trabalho quando eu tinha cinco anos e confesso que gostei, pois tenho uma tia que cuidava muito mal de mim e se fazia de boa quando a minha mãe chegava em casa.

– Pedro, já está tarde! Não vai jantar?

– Já vou mãe!

– É quase dez horas, vem fazer companhia ao seu pai!

– Já estou indo!

  Era muito estranho, sempre que eu chegava à mesa para jantar o meu pai estava saindo com o seu prato e isto era constante.

– Nossa! O som está bem mais alto do que ontem e olha que sexta feira é o dia que a lapa está mais movimentada.

– Não! Aqui também tem muitos bares abertos a está hora. Moramos bem no inicio por isso se ouve som de tudo qualquer canto.

– A melhor coisa a se fazer é irmos para a nossa casinha de praia em Araruama.

– Hahahaha lá podemos fugir desta disputa de som… Isso aqui é para os mais jovens, o Pedro que iria adorar ficar na lapa paquerando as meninas.

– Só vou quando há algo de interessante por lá, fora isso fico em casa.

– Vai me dizer que nunca encontrou uma menina interessante por lá?

– Pai, quando eu encontrar alguém interessante, eu aviso!

– Que isso rapaz! Só te fiz uma pergunta!

– Dentro do quarto você não vai encontrar nada além da sua cama, suas roupas e a TV.

– E quem disse que estou procurando alguém?!

– Quando é que você vai arrumar uma namorada? Sua mãe é louca para ter um neto ou uma neta.

– Se eu arrumar uma namorada, não vou engravida – lá e se isso acontecesse, vocês não iriam ficar tão calmos!

– Estamos brincando com você, deveria levar as coisas mais na esportiva.

– Olha, não quero mais falar nisso. Vou terminar de jantar na cozinha!

   Naquele instante fui para cozinha e como de costume, tinha o hábito de ligar o rádio enquanto almoçava ou jantava. Ficava com o rádio ligado até que eu acaba-se a refeição e depois voltava para o meu quarto e ficava no computador assistindo filmes ou jogando sinuca online, era com jogadores de sinuca no mundo inteiro, enquanto estava jogando a galera que cresceu comigo no bairro estava lá embaixo na rua se divertindo, tomando cerveja, rindo das ocasiões engraçadas e tocando um pagode. Da janela do meu quarto, dava para ver todos eles se divertindo, eu ficava ali observando e imaginando que poderia estar ali no meio daquela roda de amigos, mas algo me impedia de ir até lá para se divertir.

    No dia seguinte, por ser fim de semana, tenho costume de acordar tarde mais a minha mãe tem uma técnica de desligar o ventilador e isso me faz acordar rapidamente ainda mais quando se faz muito calor. O meu vício na tecnologia era tão grande que quando acordava, já pegava o meu celular e ia para o instagram ver as fotos das pessoas. E quando clicava no aplicativo, via as fotos do pessoal na noite anterior se divertindo, ficava mal por ao ver as fotos, um toque de inveja de que era para eu estar ali mas não estava o que me impedia de ir era por causa de uma pequena palavra mas se você não saber controlar ela pode causar um grande problema. O medo pode atrapalhar seriamente a sua vida se você não der um jeito para que a situação mude.

   Todos os dias, eu falava para mim mesmo que iria vencer este meu medo. Achava que o medo não podia me derrubar, batia na parede do meu quarto e dizia: Você não vai me vencer porque eu sou mais forte que você! Mas enquanto eu estava no meu quarto, andava de um lado para o outro como se estivesse dentro de uma caixa de tão pequeno que era o quarto. Eu pensava em situações negativas naquele momento, criava ambientes, criava personagens que eu conhecia e não conhecia; no momento que andava de um lado para o outro no meu quarto, estava pensando em várias situações diferentes. A minha cabeça estava a mil e eu não conseguia controlar a ansiedade, era movimento de braços e pernas sempre alternando, mas a preocupação para que alguém veja o que acontecia comigo era tanta que fechava a porta do quarto, a janela e a cortina; ficava praticamente no escuro criando situações e o que a ansiedade provocava em mim naquele momento, se chama: raiva.

   Sentia raiva, a raiva tomou conta de mim naquele momento. Não tinha contado mais quando eu era pequeno, estudei em um colégio no qual os alunos me colocavam apelidos, teve um que pegou tanto que se bobear de encontrar alguém na rua daquela época, vão me chamar pelo o apelido. Na época eu não ligava… Quer dizer ligava sim, mas não tinha coragem para tomar uma atitude para aquilo mudar, eu era muito quieto em sala de aula e os meus colegas de classe quase não ouviam a minha voz. Os que ouviam, era os que sentavam em carteiras próximas ou tinha um grupo nos intervalos das aulas; mas o que fazia em sentir raiva era dos bagunceiros da classe, que pegavam no meu pé em algumas situações. Lembro de um dia em que a coordenadora da escola foi na minha turma no qual era considerada a pior de toda a escola e ela chegou dizendo que iria mudar alguns alunos e carteira. Aqueles que faziam bagunça, ela não fez nada e sim, mudou de lugares aqueles que tiravam notas baixas e eu (Pedro) estava incluído nesta lista, ela me colocou lá na frente mais do lado direito onde estavam os bagunceiros e eles adoraram a mudança que a coordenadora fez, me senti uma zebra cercada por leões eram três garotos, o restante ficava mais no fundo da classe, mas esses três eram piores, era o tempo todo brincando com quem estava perto deles e eu era a maior vítima deles.

  Era situações que não gostava de lembrar, mas enquanto estava no meu quarto pensava que poderia ser diferente a minha reação, mas o que pensava era algo que não tinha nada relacionado com palavras e sim partir para a agressão, ficava em pé no meu quarto fazendo movimentos de golpes e sempre imaginando a situação de como seria se eu fizesse aquilo com eles, fiquei muito quieto naquele tempo e mesmo falando isso tudo, acho que não teria coragem de partir para uma agressão corporal mas dar o passo atrás isso não iria acontecer.

  Era entre dez e quinze minutos de agitação ou ansiedade se preferir, até que era controlada por um pequeno choque de realidade que logo fazia pensar que tinha coisas para fazer durante o dia. O meu coração disparava e toda vez que eu tinha estás terríveis agitações, colocava a mão no peito e sentia os batimentos, pensava que iria ter um ataque cardíaco, sentia às vezes dores na cabeça, mas isso logo passava quando estava conversando com alguém.

– Aonde vai? – Perguntou a minha mãe.

– Vou na rua! – Respondi.

– Está bem. – Respondeu ela.

   Eu não era muito tímido ao ponto de não querer sair mais de casa, o meu grande problema é que eu não sabia lidar com as brincadeiras ou zuações. Eu gostava de zuar e algumas situações, recebia o troco com a mesma moeda e dava risada com alguns colegas; já em outras as brincadeiras eram mais pesadas e eu não sabia me defender, e o pior de tudo é você ver um parente seu ser o principal articulador daquela zuação maldosa, me sentia como se não fosse parente daquela pessoa.

   No momento que eu saía de casa em qualquer situação, olhava para a casa daquele em que eu sentia medo de dar o troco receber uma resposta duas ou três vezes melhor que a minha. Via que a barra estava limpa e saía tranquilamente na rua; descia Santa Tereza e ia à Lapa, olhava os arcos, via o bonde passar sobre os arcos e depois dava a volta, via a programação no circo voador e pegava a rua de trás até dobrar a direita e sair na Catedral. Pegava a Av. Chile e mais na frente dobrava a direita novamente para sair na Av. Rio Branco e neste momento estava ao lado do Teatro Municipal, de manhã você não via movimentação nas proximidades a não ser o pessoal que trabalha e os artistas de rua, eles eram os artistas do momento e quem estava visitando a cidade do Rio de Janeiro, ver aqueles personagens na Cinelândia, era incrível e para quem está acostumado, passa ao lado e ser ver que é engraçado dão risadas.

  O meu passeio era este, parece um percurso pequeno mais é uma boa caminhada, gosto de sol e por isso fico mais animado para sair um pouco de casa, continuo andando pelo o centro da cidade até chegar ao aterro do flamengo e logo de cara presencio um roubo de celular, tinha duas garotas que pareciam ter vinte e poucos anos estavam tirando à famosa selfie, uma esticou os braços para sair na foto com a amiga e veio o pivete que deu um pulo e pegou o celular, em seguida ele saiu correndo; no final elas ficaram sem o celular e sem a selfie.

  Você deve estar se perguntando onde estão os outros personagens, pois bem com este meu problema de ansiedade, medo e timidez; vocês devem saber que quase não tenho amigos e os que tenho não moram perto então vocês vão me ver falando sozinho a maioria das vezes neste conto.

   Atravessei as ruas movimentadas do aterro e fui até a praia, fiquei andando por alguns minutos na areia, depois me sentei e comecei a observar as garotas que passavam na minha frente e outras que estavam sentadas também na areia, em um minuto estavam chegando um monte de homens com equipamentos, eles aqueceram num círculo em que eles mesmos fizeram e depois começaram a trocar socos, achei num primeiro instante que era uma briga mais quando vi que o lutador do UFC José Aldo estava no meio, achei que poderia ser um treino e era que estava acontecendo. Estava sendo bem legal observar o treino do campeão, mas a minha preferência era olhar um grupo de meninas sentadas na areia e bem perto de mim. Uma delas não parava de olhar para mim, era uma garota muito bonita por sinal, as outras também eram mais ela, era do jeito que eu gostava. Não muito alta, pele morena, cabelos negros, a cor dos olhos não conseguia ver, mas o seu sorriso sim, este conseguia ver.. Não só ver como via brilhar. Não é atoa que o sorriso é a parte mais bonita do corpo de uma mulher. Também não parava de olhar para ela, parecia que estava apaixonado e então decidi ir embora; eu ficava nervoso quando via uma garota bonita e para ir embora tinha que passar na frente delas. Me levantei, peguei o meu chinelo e andei; passei em frente, elas começaram a me olhar até que o inesperado aconteceu.

   – Bonita camisa, menino! – Disse uma delas.

 Eu não poderia deixar elas sem resposta, por tanto resolvi responder.

   – Obrigado! – Respondi.

  Naquele momento me deu um ataque de ansiedade no qual comecei a andar mais rápido e o sorriso no rosto, não conseguia disfarçar e foi assim até chegar em casa.

   – Do que está rindo meu filho?

   – Nada não, mãe!

   – Nada não? Eu te conheço.

   – Eu vou almoçar… O almoço está pronto?

   – Está, eu já almocei.

   – Tá bom.

   – Tem suco de laranja na geladeira.

   Fiz o meu prato e como de costume, liguei o rádio para ouvir música, fiquei sentado na mesa almoçando pensando naquela garota, por alguns instantes achei que era perda de tempo ficar pensando em alguém que você talvez não veja mais então decidi parar de pensar nela.

  Segunda feira chegou rápido demais, a semana será corrida. Ah eu não contei o que fiz no domingo, pois não fiz nada de demais além de acordar mais tarde e ver o jogo de futebol na televisão. A semana começa com a ida a faculdade, eu estudava história em uma universidade pública no centro do Rio de Janeiro. Estou no horário, portanto, posso tomar o meu café tranquilamente.

  Após me arrumar, saio de casa mesmo morando próximo à faculdade, nunca gostei de chegar tarde, mas o horário que saio de casa dá para dar uma parada na banca de jornal e olhar as notícias do dia. Na capa do jornal está estampada a vitória dos times do Rio de Janeiro no Brasileirão; um feito que não víamos há anos.

  Até que não demorei muito para chegar à faculdade, o que estava parecendo estranho era que a garota estava indo para o mesmo bloco do que eu, o que ficou mais estranho ainda foi quando olhei para trás e vi que ela estava no mesmo corredor. Será que ela também estuda história? É óbvio! Fui para a sala.

   A aula terminou e graças a Deus vou poder ir para casa, enquanto passava pelo o corredor decidi olhar para a sala onde ela estava e para o meu azar, a sala dela estava vazia isso quer dizer que a sua aula já tinha terminado. O rosto daquela garota ficou gravado na minha memória e o que eu queria naquele momento era vê-la ou até mesmo falar com ela.

   Andei pelo o campus todo e nada de encontrá-la até que decidi ir para casa, mas antes vou dar uma caminha pelo o aterro do flamengo. Como era segunda feira, a praia ficava vazia e as poucas pessoas que ali estavam, eram moradores ou até turistas. Não via quase ninguém até que vi uma movimentação mais a frente, era um grupo de menores que estava atacando uma mulher, eu fique para observando a ação e ela estava tentando proteger os seus pertences até quando eu vi o seu rosto e neste momento sai correndo em direção para ajudá-la.

– Ei! Deixem-na em paz! – Disse gritando.

   Já cheguei dando uma voadora em um deles que caiu na areia, os outros saíram correndo e o que estava no chão me xingou de filho da p… E também saiu correndo. Fui ver como a garota estava.

   – Você está bem?!

   – Estou um pouco assustada, mas estou bem sim, obrigada!

   – Vi você na faculdade hoje.

   – Eu também te vi!

     Essa era a garota que ficou me olhando aqui na praia e na faculdade, era o rosto dela que ficou gravado em minha memória.

   – O meu nome é Pedro.

   – Eu me chamo Mylena.

   – Você estava indo para casa?

   – Estava, fiquei um pouco aqui na praia, mas estava indo sim.

   – Eles levaram algum pertence seu?

   – Não, não levaram nada. O meu celular estava quase caindo no chão e por sorte você apareceu e chamou a atenção deles.

   – É foi sorte mesmo.

   – Você parece está nervoso!

   – Eu nervoso? Não, não!

   – Parece sim, não para de passar a mão no peito e no cabelo… Você é tímido?

   – Se eu sou tímido?

   – Sim, você é tímido?

   – Um pouquinho.

   – Tá bom, você me pareceu quieto demais.

   – Nossa! Você andou me observando mesmo.

   – Observo você há alguns dias, já te vi na faculdade e reparei que você é diferente dos outros garotos.

   – Estou surpreso!

   – Então vai me acompanhar em casa?

   – E onde você mora?

   – Moro aqui no aterro mesmo, logo ali.

   – Te acompanho sim, vamos andando.

   – E de onde você é?

   – Santa Tereza.

   – Nossa! Vai andar bastante.

   – Hahaha nem tanto assim.

       Levei a Mylena em casa, foi um bom papo até lá… Aliás, passaram dias e mais dias, fiquei amigo dela, ficamos grudados um no outro e para mim era ótimo ficar perto de alguém, conversar, rir e tudo mais. Comecei a sair de casa, mas a minha ansiedade ainda tomava conta de mim e toda vez que eu voltava de casa após sair com a Mylena, voltava ansioso, começava a andar de um lado para o outro dentro do meu quarto, cruzava os dedos, passava a mão na cabeça no qual sentia algumas dores. Pensava em coisas negativas, os meus colegas de infância… Alguns mudaram os seus comportamentos e começaram a me zuar e eu queria enfrentar este meu medo das pessoas; achava que qualquer um na rua ia me sacanear ou rir da minha cara.

     De manhã, tive a mesma crise de ansiedade, já estava arrumado para ir à faculdade, mas acabei me atrasando por causa disso. A campainha da minha casa toca e automaticamente fico calmo é como se tivesse um controle remoto. A minha mãe foi ver quem era.

   – Oi Mylena, como vai?

   – Oi, bom dia dona Sonia. Eu vou bem!

   – Veio procurar o Pedro?

   – Sim, queria ir à faculdade com ele.

     Estava no meu quarto com a porta fechada mais mesmo assim conseguia ouvir a voz da Mylena. Rapidamente, peguei a minha mochila, abri a janela e a cortina, olhei para o espelho do meu guarda roupa e sai.

   – Mãe, eu já estou indo!

   – Filho, a Mylena está aqui!

   – A Mylena está aqui em casa?

    Dei uma disfarçada.

   – Você aqui em casa essa hora?

   – Não quer me acompanhar até a faculdade?

   – Vamos, já estamos atrasados.

     Mylena e eu fomos então caminhando até a faculdade e no caminho, Mylena começou a notar um ponto importante da minha ansiedade.

   – Nossa Pedro! A sua respiração está diferente!

   – Diferente como?

   – A sua respiração não está normal, é como se você estivesse correndo uma maratona ou fazendo outro tipo de exercício.

   – Acho que pelo o atraso, acabei fazendo as coisas correndo.

   – Então, está bem.

      A Mylena ficou me observando por alguns minutos, parecia que ela sabia o que estava acontecendo comigo.

   – Bom, chegamos. Te vejo na saída e quando você estiver mais calmo.

   – O que você quis dizer com isso?

   – Nada! Vai para sua aula, Pedro. Depois nos falamos!

     Fiquei parado na porta da minha sala observando Mylena ir para a sua. Acho que depois da aula, ela vai me perguntar o que eu estava fazendo. O que me resta é me concentrar na aula de hoje.

     Andando pelo centro do Rio de Janeiro, Mylena e eu decidimos parar no Mc Donalds, ela ficou calada desde que saímos da faculdade. Pedimos o lanche, Mylena entre uma mordida e outra observava as pessoas em nossa volta, observava as pessoas que estavam andando do lado de fora e quando comecei a olhar para o lado de fora da lanchonete, vi que a Mylena estava me olhando, tomei um susto.

   – Ficou assustado?

   – Assustado com o que?

   – Com a maneira que olhei para você?

   – Não, isso não me assustou.

   – Você costuma se assustar com os olhares as pessoas?

   – Aonde você quer chegar, Mylena?

   – Estou tentando entender você.

   – Eu acho que você já me conhece.

   – Conhecer é diferente de entender… Agora por que você fica tão sozinho?

   – Sinceramente, eu não sei!

   – Sabe sim, Pedro me fala o que está acontecendo com você?

   – O que está acontecendo comigo? Você quer saber o que está acontecendo comigo?! Eu não sei o que está acontecendo comigo!! – Disse gritando com Mylena e logo vi que todos que estavam fazendo seus lanches, olhavam para mim.

     – Eu preciso ir!

     – Pedro, aonde você vai?

     – Preciso ficar sozinho!

       Sai correndo da lanchonete e comecei a andar rapidamente pelo o centro, atravessei a Av. Rio Branco sem olhar para os lados e quase fui atropelado por um ônibus. Andei até a Catedral Metropolitana e entrei, fiquei sentado, com o corpo curvado e olhando para o altar mas três minutos depois alguém estava em pé ao meu lado e quando virei o meu rosto, vi que era Mylena que logo em seguida sentou do meu lado.

     – Como foi que você me achou?

     – Logo que você saiu correndo daquele jeito, vim atrás de você, mas fiquei te observando e tomei cuidado para você não me ver.

     – Ah sim… Foi uma ótima tática. Desculpe ter gritado com você!

     – Não precisa se desculpar, você está mais calmo?

     – Sim, eu acho que sim. Acho que estou pronto para confessar os meus pecados.

     – Confessar o que?

     – Confesso que eu tenho um grande problema no qual estou lutando contra ele há muito tempo.

     – E o que seria?

    – O medo, a ansiedade, insegurança, raiva é isso tudo que tenho.

     – E você acha isso um pecado? Pecado é você roubar, pecado é você matar, pecado é você ferir alguém. Isso é um problema como você mesmo disse.

   – Só que não consigo controlar. Isso está acabando com a minha vida!

     – Ei, Pedro! Eu estou aqui, vou ficar do seu lado.

     – A melhor coisa que você pode fazer é se afastar de mim, Mylena.

     – Isso não vai acontecer. Não vou sair de perto de você, eu vou te ajudar!

     Depois que a Mylena me disse aquelas palavras, seguramos a mão do outro e saímos da Catedral mais sorridentes. Foi como se eu tivesse tirado um grande peso das minhas costas. Outra pessoa iria dizer para que eu procura-se um psicólogo(a) mas já tinha mais que um psicólogo ao meu lado, eu tinha uma pessoa que me ensinou que a única coisa no qual não podemos enfrentar é o amor, o resto… O resto nós podemos resolver.

     Alguns meses depois, posso dizer que sou outro homem. Aprendi a sorrir, aprendi a gostar de mim e não mudar o meu jeito para agradar as pessoas. Comecei a ser mais participativo em casa conversando com os meus pais aliás, comecei a jantar com o meu pai. A minha voz na sala de aula começou a ser ouvida. Para o azar de quem ficava me zuando, eu tenho armas muito melhores que são o meu sorriso e a minha felicidade, e a minha felicidade se resume em um nome: MYLENA.

     – Acho que você já está curado!

     – Você acha isso?

     – O meu trabalho está terminado, agora é só você viver a vida.

     – Não é o que estamos fazendo?

     – Será?

     – Se não estamos, podemos fazer isso e já até sei como dar o ponta pé inicial.

     – Já sabe como dá o ponta pé inicial? E como seria?

     – Assim!

       Tasquei um beijo na Mylena que tirou o fôlego dela.

     – Então vamos viver?

     – Vamos. Viva!!!

     – Vivaaaa!!!

Um texto de Victor Nascimento.

Read Full Post »

Veneza.

 Palo Alto, Califórnia. Às vezes tenho vontade de largar tudo e sumir, ultimamente não consigo andar mais devagar na rua até porque a minha vida é uma correria; sinto-me uma corredora de obstáculos porque com a quantidade de pessoas morando nesta cidade tenho que desviar para que uma pasta com folhas ou até o meu almoço não caía no chão. Era só que me faltava, pisar em um coco de cachorro.
   Você deve estar se perguntando se sou homem ou mulher, jovem ou velho (a). Se você respondeu se sou uma jovem mulher, você acertou a resposta e por isso acaba de ganhar uma passagem de ida/volta para qualquer lugar do mundo com tudo pago além das despesas. Brincadeirinha foi só para descontrair. O meu nome é Lori Washington, isso mesmo W-A-S-H-I-N-G-T-O-N se for difícil escrever, mas os meus funcionários me chamam de Srta. Washington ai você se pergunta. Funcionários? Como assim funcionários? A minha resposta é: Sou CEO de uma empresa aqui em Palo Alto, aqui é o lugar onde as maiores empresas de tecnologias estão instaladas como Google, Facebook, Yahoo, Apple e entre outras. Nossa! Uma mulher presidente de uma empresa. Apropósito não vejo nada demais nisso. Aliás? Você é machista? Calma meu leitores é que sou um pouco brava, mas garanto que sou gente boa.
      Estou a caminho do meu trabalho quer dizer da minha empresa, tanto faz é trabalho e ponto final, não se enganem se acham que ando rápida demais mas estou atrasada para uma reunião mas….
  – Ai, celular está tocando agora, quem será?
 – Alô, Srta. Washington?
 – Quem está falando?
 – É o seu secretário, Deni.
 – Deni? Ah sim, Deni me lembrei.
– Não acha um pouco conveniente a senhorita esquecer o nome do seu secretário?
– Eu acho que você está sendo duro demais sendo o meu secretário. Esqueceu quem é que dar as ordens?
– Não eu não me esqueci é a senhorita que dá as ordens.
– Muito bem para que isso não se repita, quero que compre um café para mim e ai de eu chegar ai ele não estiver quente!
– Sim senhora!
– Senhorita!
– Sim senhorita!
  Vejam só o meu secretário querendo uma me dá lição de moral, mas o importante é que já estou chegando a empresa.
– Bem vinda a W/Connect. Posso ajuda – lá?
– Engraçadinho, trouxe o meu café?
– Está na mão!
– Deve estar frio.
– E porque acha isso?
– Está segurando o copo com a maior tranqüilidade!
– É que eu sou forte, nós homens somos fortes.
– Quer dizer que nós mulheres somos fracas? Este seu comentário foi um pouco machista.
– Machista? Não acho não!
– Você não tem que achar nada Denis!
– É Deni! O meu nome é Deni.
– Tanto faz! Você não tem que achar nada, é só um secretário! Espere-me que vou no banheiro.
– Essa mulher tem um espírito maligno!
– Pronto! Estava falando com quem?
– Ah! Com um funcionário que passou aqui agora.
– Ok. Diga-me com quem é está reunião?
– Com Larry Page, CEO do Google. Ele quer comprar a empresa!
– O Larry quer comprar a empresa?
– Não, não foi só uma brincadeirinha. Ele quer conversar sobre aquele aplicativo que criamos para celular o dicionário que funciona com a fala humana.
– Criamos?
– Foi… Quer dizer os engenheiros criaram.
– Está bem, eu vou entrar lá na sala e resolver isso.
– Quer que eu a acompanhe chefe?
– Não será preciso.
– Como quiser.
    Quatro horas depois.
– Puxa! Pensei que iriam se casar e morar ai dentro.
– Chega de piadinha Denis e cumprimente o Sr. Page.
– Até outro dia Sr. Page.
– Até!
– Ele quer comprar o aplicativo.
– E quando vai dar a resposta a ele?
– Já vendi!
– Já vendeu? Mas tomou está decisão tão rapidamente!
– Estive por quatro horas dentro daquela sala, pensei bem e resolvi vender o aplicativo ao Google.
– Vejo que a senhorita está cansada.
– Você tem razão, estou cansada disso tudo, é muita correria. Gostaria de andar tranquilamente pela a rua, sentar num banco de uma praça, ler um bom livro ou viajar para algum lugar do mundo.
 – Eu adoro viajar, faz um tempo que não faço isso.
– Vou tirar alguns de férias e quero que você também tenha férias!
– Férias?
– Isso, eu quero que o meu secretário entre de férias, suma da minha frente, não quero saber de você por um mês e quando voltar ao trabalho, que volte muito mais motivado do que está.
– Está certo, a senhorita só terá notícias minhas quando for voltar ao trabalho.
– Eu acho bom!
   Três dias depois.
  Finalmente depois de conseguir esse descanso merecido, decidi viajar para bem longe, vou fazer uma viajem internacional, vou para um lugar por uma indicação de uma amiga dos tempos de faculdade.
  Estou eu aqui sentada neste exato momento num banco no aeroporto de Los Angeles esperando o meu vôo para a Itália; isso mesmo estou indo para a Europa e ir a Itália não nenhuma novidade para mim já estive em Roma e me encantei pela cidade mas o meu destino é outro é algo que estava buscando “paz e tranqüilidade” enfim queria descansar… O meu vôo foi anunciado tá na hora de pegar o avião.
  O vôo é longo e ainda mais tinha um italiano dormindo e roncando do meu lado. Será que todos os italianos roncam? – Não consegui pegar no sono com este cara roncando feito um motor de um ônibus. Que tal então ver um filme. “A casa do lago” um ótimo filme com Sandra Bullock e Keanu Reeves. Nossa eles se correspondiam por cartas e ainda tiveram paciência até que se encontraram no fim do filme. Desculpa para quem não tinha visto o filme e se contei o final.
  Finalmente cheguei a Roma e finalmente me livrei do porco que estava do meu lado; agora está na hora de ir a Veneza, uma cidade que fica no nordeste da Itália este foi o destino que escolhi para passar as minhas férias. Estava escuro ainda, portanto não dava para ver muita coisa quando estava passando pela a cidade de táxi que peguei no caminho. O que mais queria era chegar ao hotel e dormir muito e foi isso que fiz após chegar.
   No dia seguinte, por estar morta de cansada, tive muita dificuldade para levantar da cama. O café da manhã estava na minha porta, tinha crianças no corredor e como sou um pouco distraída quando acordo, fui pegar a bandeja de camiseta e estava de calcinha. Isso mesmo, de calcinha no corredor o que aconteceu?! A resposta é: Fiz a alegria da garotada! E a tristeza das mães dos garotos que me viram vestida daquele jeito e começaram a gritar para que eles fossem para seus quartos; nossa comecei bem o meu dia na Europa, espero que a minha estadia aqui seja agradável.
   Pois bem, depois que tomei o meu café da manhã, resolvi sair para dar um passeio por Veneza, conheci a Praça de São Marcos que é a única praça da cidade; fiquei alguns minutos no local até ir conhecer a Basílica de São Marcos que é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza desde 1807. Em seguida fui até ao Palácio de Doge, uma obra prima do gótico veneziano (É um estilo arquitetônico que segundo pesquisas, é evolução da arquitetura românica e que precede a arquitetura renascentista).
    Resolvi sentar um pouco, admirar a paisagem, observar as pessoas, mas nunca imaginei que seria observada. Tinha um homem me observando desde que me sentei neste banco e olha que ele é tão bonito, um Deus grego, ou melhor, um italiano. Não sei como, mas gostaria de perguntar a ele o porquê de estar me observando, ele está paralisado… Quer dizer eu que estou paralisada com tanta beleza que ele tem. Então eu vou encarar e colocar medo nele parece que ele não está se sentindo intimidado, vou fazer cara feia! Ai, ele está vindo pra cá! O que vou fazer?!
  – Bom dia!
  – Bom dia!
  – Muito prazer me chamo Francesco!
  – Eu sou Lori.
  – Lori, nome muito bonito que combina com uma mulher linda.
  – Obrigada!
  – De longe percebi que você não era daqui e muito menos italiana.
  – Sou americana, estou aqui de férias.
  – Fez uma belíssima escolha senhorita Lori.
  – É só Lori!
  – Tudo bem, só Lori.
  – Você é de Veneza?
  – Na verdade sou de Roma, mas vim para cá há pouco tempo.
  – Roma é uma cidade encantadora.
  – E a senhorita… Quer, e você Lori é de qual cidade?
  – Los Angeles.
  – Grande cidade… Gostaria de sair comigo hoje à noite?
  – E onde pretende me levar?
  – Pretendo levá-la para conhecer a culinária italiana.
  – Culinária italiana?
  – Isso é um convite para jantar.
  – Aceito o seu convite!
– Prometo que não vai se arrepender.
– Eu espero porque se algo de ruim acontecer, nunca mais volto a Veneza e digo a todos que a culpa foi sua.
 – Nada de ruim vai acontecer neste nosso encontro.
 – Encontro?
 – Isso é um encontro! A partir do momento que a convidei para sair, isso virou um encontro.
 – Um encontro de amigos pode definir assim.
 – Prefiro outra definição.
– E qual?
– Vai saber mais tarde. Até mais!
  Depois disso, Francesco foi embora e eu continuei sentada no banco observando ele ir embora; sinceramente não sei se fiz o certo em aceitar o convite dele para sair, mas estou bastante curiosa em saber quem ele é, e nada mais como um belo jantar para se conhecer uma pessoa… Espero que à noite seja bela.
  A noite.
   Como não tínhamos trocado telefones ou e-mails, achei que podíamos nos encontrar no mesmo local que ele me abordou. Quando cheguei ao local, por incrível que pareça o Francesco já estava lá fiquei impressionada com a sua pontualidade.
  – Puxa! Você chegou na hora!
  – É uma falta de respeito fazer a mulher esperar, neste caso espero eu.
  – Essas flores são pra quem?
  – São para você!
  – Obrigada mas não precisava gastar a sua grana comprando flores, não é isso que me encanta.
  – Mais aceite-ás, pois quando nos despedirmos você poderá olhar para elas pensando em mim.
  – Já está pensando o que pode acontecer no final do nosso encontro?
  – Bobagem minha! Estamos apenas começando a nossa noite, me acompanhe, por favor!
   Francesco me levou até o seu carro. Era um carro bonito, dos mais modernos  e mostrou o seu lado cavalheirístico ou se bem que ele pode ter pensado em fazer isso antes para que eu tenha uma boa impressão sobre ele. É brincadeira, ele só abriu a porta do carro para mim.
  – Bom, agora vamos ao restaurante! Tem restaurante de comida italiana na América?
  – Poucos, mas tem muito restaurante de comida japonesa por lá.
  – Ah sim, os japoneses!
  – O que tem os japoneses?
  – Nada! Posso lhe garantir que a comida italiana é melhor do que a comida japonesa.
  – Eu só acredito quando provar!
  – Está falando da comida italiana ou da japonesa?
  – Da italiana é claro!
  – Hoje vou te levar no melhor restaurante de Veneza.
  – E estamos pertos?
  – Sim, estamos é logo ali na frente.
    Chegando ao local.
  – Chegamos!
  – A fachada é bem bonita.
  – Pelo menos a fachada deixa uma boa impressão.
  – Boa noite, senhor! – Diz o recepcionista.
  – Boa noite!
  – Seja bem vinda, senhorita. – Diz o recepcionista.
  – Obrigada!
  – A melhor mesa foi reservada para vocês. – Diz o recepcionista.
  – Mais uma vez obrigado!
  – Nossa! Que honra sentar na melhor mesa, um restaurante deste porte não acha que devia fazer reservas com dias de antecedência?
  – Não precisei fazer reserva… Quer dizer, bastou apenas um telefonema e pedir para que reservassem está mesa.
  – Bastou só um telefonema? Como assim?
  – Aqui está senhor, o melhor vinho da casa! – Diz o garçom.
  – Como assim bastou só um telefonema, Francesco?
  – É que eu sou o proprietário deste restaurante.
  – Você é o dono deste restaurante? Agora sim fiquei impressionada.
  – Desculpa, mas não queria dizer nada logo de cara. Quero que se sinta à vontade mesmo diante do dono do estabelecimento.
  – Não se preocupe, não é a primeira vez que janto com um empresário.
  – Quer dizer que isso não à incomoda?
  – Nem um pouco.
  – Aqui está senhor, o prato que pediu! – Diz o garçom.
  – Huuum… Mas isso está com um cheiro muito bom!
  – O cheiro está bom? Este é o espaguete à carbonara.
  – Espaguete à carbonara, interessante!
  – Achou interessante? Então prova para ver se está bom!
    – Huuum… Muito bom!
    – Está bom? Também vou experimentar. Huuum… Está bom mesmo!
      Quinze minutos depois.
    – Então você disse que não é a primeira vez que janta com um empresário?
    – Sim, mas isso te deixou constrangido?
    – Não! De maneira alguma. Só perguntei por curiosidade.
    – Huum… É que na verdade, eu também sou uma empresária.
    – Você é uma empresária?
    – Sim.
    – E qual é o seu ramo?
    – Tecnologia.
    – Onde trabalha?
    – Trabalho na W/connect.
    – A W/connect é uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.
    – Exatamente! Pelo o visto você já ouviu falar muito na empresa.
    – Sim, já ouvi falar, mas você é o que? Uma investidora? Sócia?
    – Eu sou fundadora e CEO da W/connect.
    – Mais a fundadora se chama Lori…
    – Washington.
    – Eu deveria ter sacado o seu nome.
    – Ficou assustado por estar saindo com uma das mulheres mais poderosas do planeta?
    – Assustado eu? Não! Não!
    – Também quero que se sinta à vontade. Não é a Lori CEO de uma grande empresa que está aqui e sim, a Lori que está curtindo o encontro, curtindo o restaurante, curtindo a comida, curtindo Veneza, curtindo você.
    – Está bem, prometo que vou ficar à vontade.
    – Até porque quem manda aqui é você.
    – (risos) Certo! Sou eu que mando aqui! É brincadeira.
    – Eu também estou brincando.
     Depois daquele belo jantar, fomos dar um passeio, nossa! Comemos muito no restaurante.
    – O que achou da comida?
    – Eu achei boa… Na verdade, achei tudo muito bom. A maneira como fomos recebidos, da maneira que fomos atendidos. Ocorreu tudo bem, deu tudo certo.
    – Fico feliz em saber que você tenha gostado da comida, do ambiente.
    – Achei engraçado nós sairmos sem pagar a conta.
    – Quem disse que não paguei a conta? Todo mês deposito um dinheiro na conta deles. (risos)
    – Verdade!
    – Está começando a chover!
    – Ai meu Deus! Estou longe de onde estou hospedada!
    – É melhor sairmos daqui o mais rápido possível!
    – Para onde nós vamos?
    – Venha! Vamos para a minha casa!
      Estava caindo um temporal em Veneza, mesmo a casa de Francesco sendo próxima de onde estávamos as nossas roupas ficaram encharcadas.
   – Fique a vontade! Ainda bem que a casa está arrumada.
   – A pergunta é: O que vamos fazer até que este temporal pare?
   – Primeiramente, nós iremos nos secar. Segura a toalha!
   – Obrigada!
   – E segundo irei ver se tem um bom vinho para tomarmos enquanto conversamos.
   – Está querendo me embebedar?
   – Não! Não é está a minha intenção.
   – E qual é a sua intenção?
   – A intenção é tomarmos este vinho para comemorarmos o sucesso que foi o nosso encontro.
   – Acho que você está comemorando antes da hora. Olha que eu posso ir embora!
   – Ir embora? Você não quer ir embora.
     Francesco se aproximou de mim, colocou uma mão na minha cintura e a outra no meu rosto acabou que nos beijamos, mas não eram só beijos que ele queria; então me levou para o seu quarto e me fez deitar em sua cama. Tirou a camisa e logo em seguida tirou a minha camisa e o sutiã, me beijou o pescoço seguido de uma mordida na orelha direita e um aperto forte no meu bumbum. Não vou entrar mais em detalhes, mas posso dizer que a intenção de Francesco era transar comigo e nós transamos porque eu também quis.
    No outro dia, fui pega de surpresa por um café da manhã na cama. Nunca tinha sido surpreendida deste jeito, mas adorei a surpresa que o meu amante italiano fez.
    – Gostou da surpresa?
    – Adorei.
    – Eu vou ter que sair mais cedo, tenho que tratar de um assunto importante.
    – Que assunto?
    – Um assunto sobre o restaurante, depois te ligo!
    – Está bem, não se preocupe.
      Fiquei na casa do Francesco até terminar de tomar o café da manhã e logo quando terminei fui embora para o restaurante para entregar a chave.
      Chegando ao local, eu o vi de longe e chegando mais perto também vi que estava sentado em uma mesa com uma mulher bem bonita e logo vi duas crianças que logo sentaram no seu colo.
     – Papai, temos que sair para brincar. – Dizia uma das crianças.
     – Filho, outra hora. O papai anda muito ocupado!
       Foi o que tinha acabado de ouvir! Não estava acreditando até que…
     – Francesco, o seu filho quer passar um tempo com o pai! – Disse a mulher.
     – Tá! Tá! Tá bom! Mas o negócio está para expandir e tenho que ficar por perto.
     – Você é o meu marido! Devia ficar mais perto de nós! – Disse a mulher.
         Neste momento, me encontrei paralisada depois que aquela mulher disse, nem entrei no restaurante e fui correndo pegar as minhas malas; chegando consegui segurar as lágrimas e arrumei tudo que tinha e fui direto para o aeroporto, consegui um vôo para Los Angeles e antes no avião enviei uma última mensagem para Francesco. “Por sua culpa, estou deixando Veneza para nunca mais voltar! Seja feliz com a sua mulher e seus filhos”. Ass: Lori.
         Dias depois, estava de volta ao trabalho mesmo já estando em casa a alguns dias.
     – Como foi às férias, chefe?
     – Não me faça mais está pergunta Denis!
     – É Deni!
     – Tanto faz!
     – O que aconteceu por lá?
     – Você está falando da Itália?
     – A senhorita foi para a Itália? Nossa que legal!
     – É a Itália é legal. O que não é legal é os italianos!
     – O seu celular está tocando!
     – Chamada internacional?
     – Pode ser algum empresário. Deixe me ver? Está ligação é da Itália.
     – Não vou atender!
     – Mais por quê? Pode ser importante.
     – Não há nada de importante na Itália no qual eu possa lembrar! E, aliás, nesta empresa não recebemos mais ligações da Itália!
     – Chefe você está muito estranha!
     – Nossa! Você acha? Mas eu não te perguntei nada! Volte ao trabalho!
     – Sim, senhora.
     – É senhorita!
     – Já entendi!
        Descontei toda está minha revolta no meu secretário. Quem o mandou se intrometer?!
          E no final do expediente.
      – Chefe, estou indo. Os outros também já foram embora.
      – Você já pode ir Deni!
      – Nossa Chefe! A senhora… Quer dizer a senhorita acertou o meu nome!
      – Legal! Vamos reunir todos os funcionários, fechar um bar e comemorar!
      – Está falando sério?
      – Não!
      – Eu já devia ter imaginado.
      – Deni, eu já disse que você pode ir! Olha acertei o nome outra vez.
      – Sim eu escutei… Chefe agora falando sério!
      – O que você quer Deni?! Você é chato!
      – Eu só quero saber o que aconteceu na Itália para deixá-la tão chateada?!
      – Tá legal, eu vou contar, mas depois quero você fora daqui!
      – Tudo bem pode contar!
      – A história é o seguinte: Era uma vez uma mulher americana que é dona de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Essa americana estava cansada de trabalhar e resolveu tirar férias. Só que a americana também deu férias para o chato do seu secretário.
   A americana então decidiu passar as suas férias em Veneza na Itália; e lá conheceu um italiano que a levou para jantar que se resultou em passar a noite juntos. No dia seguinte a americana foi ao encontro do italiano e lá descobriu que ele tinha mulher e filhos. Então a americana não pensou duas vezes em voltar para casa. FIM.
      – Essa história daria um ótimo filme.
      – Está achando engraçado? Você é igual a ele! Todos os homens são iguais!
    – Opa! Vou ter que discordar. Os certos não devem pagar pelo os erros dos incertos.
    – Se eu soubesse que aquele homem era casado não tinha saído com ele.
    – Você nem falou com ele depois que o viu acompanhado?
    – Não! Sai de lá, peguei as minhas malas e fui direto para o aeroporto!
    – O celular está tocando outra vez!
    – Não sei de quem é este número.
    – Ora, atende para ver de quem é!
    – Alô?!
    – Lori?
    – É você!
    – Sim, Francesco que está falando. Estou tentando falar com você desde cedo.
    – Já imaginava que era você.
    – Lori, eu te procurei em Veneza, mas não a encontrei.
    – Deve ser porque eu voltei para os Estados Unidos!
    – E porque não me avisou?
    – E porque você não me avisou que tinha mulher e filhos? Que você era um homem casado?
    – Eu posso explicar!
    – Pode é? Eu acho que não!
    – Lori, eu estou em Los Angeles!
    – Você está aqui em Los Angeles?
    – Estou! Um funcionário do meu restaurante viu você indo embora correndo. Ele me avisou que você esteve lá, mas não entrou.
    – Não tente me procurar!
    – Eu já procurei e achei! Estou aqui na porta da sua empresa te esperando, vamos conversar?
    – O que aconteceu em Veneza, fica em Veneza. Eu não quero te ver mais!
    – Com licença chefe! Escute-o! A senhorita não o viu beijando a outra mulher.
    – Olha Francesco, eu vou te encontrar!
    – Sério?! E o que fez mudar de idéia?
    – O idiota do meu secretário me fez mudar de idéia!
    – Diz para o seu secretário um muito obrigado!
    – Já estou indo, daqui a pouco estou ai!
    – Vai encontrar com ele?
    – Sim, eu vou encontrar ele lá em baixo.
    – Vocês vão poder esclarecer de uma vez está história.
    – Agora vou logo avisando, se está história estiver mal contada, eu vou dar um pé na bunda dele e você vai perder o emprego!
    – Mais por quê?
    – A idéia foi sua! Agora vamos!
      Na portaria do prédio.
    – Aquele é o Francesco?
    – Sim é ele… Vou falar com o segurança e já volto!
    – Está bem.
     – Você é o secretário da Lori?
     – Sim, o meu nome é Deni.
     – Eu sou Francesco.
     – Muito prazer. Então se deslocou da Itália até aqui por causa dela?
     – Foi sim ela é especial.
     – Então cara eu vou ser curto e grosso!
     – Curto e grosso?
     – É isso ai! Fui eu que convenci a chefe a falar com você!
     – Eu o agradeço por ter feito isso.
     – Não precisa agradecer! Só que tem um, porém.
     – O que?
     – Se veio para cá para mandar um papo furado é melhor esquecer. Diga toda verdade! O que sente! O que acha dela!
     – Mas estou sendo sincero, a Lori é especial!
     – Você já falou!
     – Mas então…
     – Olha cara, se ela não gostar do que você for falar, ela vai descontar em mim e o que isto significa? É Deni demitido! É Deni na rua! É Deni desempregado! É Deni caçando emprego de porta em porta! Você entende?
     – Está bem! Está bem! Eu já entendi!
     – Você entendeu o que eu quis dizer!
     – Fique tranqüilo, você não vai perder o emprego… E se isso acontecer, terá um trabalho no meu restaurante na Itália.
     – É sério?
    – Não!
    – Vem cá! Vocês combinaram isso?
    – Isso o que?
    – É que lá em cima ela disse… Deixa pra lá!
    – Vocês estavam conversando?
    – Vim cumprimentar o Francesco.
    – Ele veio falar comigo.
    – Deni, você está dispensado. Ate amanhã!
    – Até amanhã chefe!
    – Quer dizer que você estava de papo com o meu secretário?!
    – Ele me pareceu ser um cara legal, mas é doido!
    – Pelo visto ele não é o único doido por aqui!
    – Está me chamando de doido?
    – Eu? E porque faria isso? Ah já sei! Deixou mulher e filhos na Europa para vir atrás e mim.
    – É eu vim mesmo atrás de você!
    – Só que não devia Francesco! Não devia!
    – Devia sim por que eu te amo!
    – O que foi que disse?
    – Eu te amo!
    – Você não pode dizer um eu te amo para uma pessoa nem de brincadeira. Amar é se entregar completamente sem medo dos riscos que possa vir pela a frente!
    – Eu arrisquei Lori! Arrisquei em vir para a América para recuperar a mulher que eu amo!
    – Você não me ama!
    – Amo sim!
    – Você é casado! Você é um homem casado, Francesco!
    – Eu me separei da Catherine!
    – Catherine?
    – O nome da minha ex-esposa é Catherine, ela agora mora na Inglaterra com os meus filhos! Ela recebeu uma boa oferta de trabalho e se mudou para lá, mas eu já estava separado dela! Só que entramos em um acordo de que ela vem trazer os meus filhos e depois de algum tempo é a minha vez de ir para lá visitá-los.
    – Mas ela disse que você ainda era o marido dela.
    – Eu já entrei com o pedido de divórcio, só que ainda não saiu e ainda estamos casados.
    – Eu não acho certo ficar com um cara casado, não acho certo isso!
    – Você está me dispensando?
    – Ela vai assinar o divórcio?
    – Vai, ela concordou que nós não temos nada haver um com o outro.
    – Eu te perdôo!
    – Você me perdoa?
   – Sim, eu te perdôo!
   – Vem cá!
   – Não! Não! Eu quero ver o papel do divórcio antes.
   – Mas o divórcio deve sair mês que vem!
   – Eu espero o mês que vem chegar!
   – Está bem!
       Um mês depois.
    – Ai, a campainha está tocando. Quem será?
    – Oi.
    – Oi. Quando foi que você chegou?
    – Tem duas horas que estou em solo americano, o trânsito também não ajudou.
    – Imagino está cidade é louca!
    – Ei?! Tenho uma surpresa.
    – Surpresa? Que surpresa?
    – Você não estava querendo ver isso aqui?
    – O papel do divórcio?!
    – Exatamente, estou divorciado da Catherine e solteiro!
    – Solteiro entre aspas… Você está namorando!
     Francesco apareceu no meu apartamento com o papel do divórcio em mãos e de lá para cá estamos muitos felizes, voltei com ele para Veneza, mas nunca fiquei longe da minha empresa e assim estamos tocando nossas vidas.

                          Um texto de Victor Nascimento.

Curte a minha página no facebook: https://www.facebook.com/pages/Blog-Garranchos-e-Rascunhos/523096627795431

Read Full Post »

– Nossa! Então é você!
– O que foi? Te assustado?
– Não que isso. É claro Igor, que você me assustou!
– Então achou alguma pista?
– Nenhuma, onde está a Josi?
– Ficou lá no quarto de Luiza. Vamos voltar!
Pietro e Igor não encontraram nenhuma pista sobre Luiza. Os dois então foram buscar Josi sendo que poderia ser tarde demais.
No quarto de Luiza, Josi estava sentada na cama, chorando pelo o desaparecimento da amiga. Estava rezando para que algo de nada grave tenha acontecido mas algo poderia acontecer com ela naquele momento; ela ouviu alguns passos em direção ao quarto, achou que era o seu noivo ou Pietro mas os passos estavam lentos, a pessoa estava andando na encolha. Há que deixou mais preocupada ainda.
– Oi? Tem alguém ai?
Ninguém respondeu ao seu chamado.
– Igor? Pietro? São vocês? Se forem, parem já com está brincadeira!
Os passos continuaram até a porta que estava fechada, Josi como tinha se levantado, deu alguns passos para trás e estava muito apavorada.
– Josi, saía daí!!!
– O que?
O assassino deu um chute na porta que a abriu, em seguida ergueu sua mão que estava segurando a marreta mas logo foi atrapalhado por Pietro que o empurrou.
– Vamos Josi temos que sair daqui o mais rápido possível!!
– Vamos gente, temos que fugir daqui!
– Igor, vocês encontraram a Luiza?!
– Não, amor. Nenhum sinal dela!
– Temos que procura-lá mas ao mesmo tempo salvar nossas vidas!
– Galera, parece que todas as portas foram trancadas, alguém está impedindo a nossa fulga!
– Só pode ser aquele homem. Vamos nos acalmar e pensar em alguma maneira de sair daqui; pular uma janela não é uma opção ruim.
– Olha galera, tem uma porta aberta!
– Pra onde será que isso vai dar?
– Vamos ver, então!
O trio entrou no quarto no escuro.
– Nossa! Mais fedor!
– Que caatinga, não aguento ficar muito tempo aqui não!
– Pietro, acenda a luz atrás de você.
A luz é acesa, e eles dão de cara com vários corpos.
– Agora, está explicado.
– Quanta gente morta!
– Isso só pode ser obra daquele cara!
– Nós não podemos ficar aqui, este lugar é o seu matadouro.
– Tem razão Igor!
– Ai, eu não posso acreditar no que estou vendo!
– O que foi Josi, por que está chorando?
– É a Luiza, Igor!
– Ela tá morta?
– Infelizmente sim, que crueldade!
– A cabeça dela foi esmagada, dá pra contar a quantidade de golpes que recebeu.
– Gente, nós temos que falar para aquela recepcionista que anda um assassino no hotel!
– Isso, vamos!
– Estão me procurando?
– Você sabia que estavámos aqui?!
– O tempo todo, oque estão fazendo aqui?
– Estavámos curiosos então viemos conhecer as outras dependências do hotel e olha onde paramos? Num quarto grande com vários corpos espalhados. O que tem a nos dizer?
– Este é o quarto do meu hospede mais antigo, e ele não gosta quando um estranho entra aqui!
– A senhora tem um assassino como hospede. Tem consciência do que está fazendo?
– Estou porque o assassino é meu irmão!
– Seu irmão?!
– Jonas, apareça! Eles estão aqui!!
– Essa desgraçada o chamou!
O assassino aparece ao lado da recepcionista que diz ser sua irmã.
– Eles estão aqui, agora acabe logo com eles!!
– Vamos gente, vamos fugir!!
Enquanto eles corriam, o assassino girou e lançou a sua marreta que acertou Igor que caiu no chão.
– Igoooooorr!!!
– Não parem, continuem correndo!
O assassino rapidamente, pula em cima de Igor e eles começam a lutar.
– Vamos Josi, nós temos que ir!
Igor e o assassino lutam, o rapaz tenta impedir que o seu inimigo pegue a marreta mas a recepcionista ajuda o seu irmão jogando um vazo de planta na cabeça de Igor que o faz parar.
– Anda! Pegue a marreta!
O assaassino pega a marreta e começa a golpear a cabeça de Igor até a morte.
– Será que o Igor escapou Pietro?
– Não sei! Mas nós precisamos escapar!
– Nós temos que voltar lá e ajudá-lo!
– Não podemos ajudar, vamos morrer se voltarmos lá!
– Não quero saber, eu vou voltar!
Josi volta correndo para ajudar Igor.
– Josi, não vá! Espere!
Josi continua correndo pelo os corredores até que chega e ve uma cena nada agradável.
– Igor! Você o matou! Matou o meu noivo!
O assassino, estava terminando de Golpear Igor até que se lavanta e anda em direção a Josi.
– Josi, vamos!
Pietro aparece para salva-lá mas logo leva uma pancada nas costas, ele cai e quando ia receber outro golpe consegue se desviar mas o golpe acerta o seu pé que de tão forte o quebra.
– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh!!!
– Pietro, nós temos que continuar!
O assassino, tenta golpear Josi mas ela consegue com um chute na sua barriga derrubá-lo oque faz com que ganhe tempo para fugir.
– Josi?
– O que foi?
– Você deu um belo chute nele.
– Pietro, isso não é hora para contar piadas!
– Está bem, olha parece que tem uma porta aberta ali!
– vamos pra lá!
– É uma cozinha, a cozinha do hotel!
– Vamos nos esconder.
Josi e Pietro, ficam escondido e não fazem uma barulho sequer. Enquanto isso, o assassino estava a procura dos dois mas sua irmã recepcionista estava ao seu lado falando que ele falhou ao matar só algumas pessoas e isso o deixou revoltado que se virou, deu uma rasteira nela e a golpeou com muita raiva que a matou. Então seguiu a sua busca até que viu uma porta aberta que era a da cozinha. Josi e Pietro viram ele chegar então continuaram no silêncio, não muito tempo porque o assassino viu o sangue do pé de Pietro pingar no chão oque fez com que o encontra-se.
– Josiii! Fogeee!!
O assassino, joga Pietro no chão, tenta golpeá-lo mas Pietro segura suas mãos mas começa a perder suas forças até Josi abre uma gaveta e pega um facão.
– Solte ele agoraaaa!!
Josi mata o assassino perfurando o seu pescoço.
– Nossa! Até enfim acabou! Foi muito corajosa!
– E essas foram as nossas férias!
– Verdade!
– Anda, eu te ajudo a se levantar.
– Ele matou a própria irmã! Este homem tinha sérios problemas.
– Está história daria um bom livro.
– Então comece a escrever quando voltarmos para casa.
– Você vai me ajudar.

Um texto de Victor Nascimento.

Read Full Post »

– Como você quer, tigrão?
– Ou estou pensando se nós vamos para o banco de trás do meu carro ou para um beco.
– Um beco tigrão? haha você é cheio da grana, vamos para um hotel!
– Paguei para transarmos por uma hora, quero pelo menos mais uma hora para irmos a um hotel!
– Tudo bem, vou quebrar o seu galho.
– Tem um logo ali!
– Vamos, tigrão. Vamos!!!
– Tira a mão daí! Vamos entrar como pessoas civilizadas, já você fingir ser uma.
– Não precisa esculachar mas aceito entrar com calma.
– Boa noite!
– Boa noite, posso ajudá-los?
– Eu quero um quarto!
– Vocês estão juntos?
– Sim, quarto de casal por favor!
– Ok, o seu nome é?
– Fernando Proença, sou filho de uma grande família portuguesa.
– Sr. Proença, o senhor está no quarto trezentos e sete.
– Obrigado! Vamos?
– Vamos!
– Este lugar poderia ter um elevador.
– Acho que está quebrado.
– Não tem importância, quero chegar logo no quarto!
– Qual o número?
– trezentos e sete!
– Nós passamos por ele, estamos no trezentos e dez.
– Acho que é este.
– Agora sim, perdemos muito tempo vamos tigrão!
– Anda mulher, tira a roupa!
– Isso sou toda sua por duas horas! Enfia! Isso! Mais! Mais! Mais!
– Peraí!
– O que foi?
– O prédio está em obra?
– É, estou ouvindo um barulho.
– Parece que estão martelando!
– Isso não é nada, vamos continuar!
– Estão batendo na porta!
– Estão martelando a porta!
– Vai ver quem é!
– Eu não, você é homem ou rato?
– Eu dei dinheiro a você, anda abra a porta!!
– Que homem frouxo, derrepente querem consertar algo!
A prostituta abre a porta.
– Ai meu Deus, para! Não faz isso com ela! Não! Para!
Aparece um homem misterioso com uma marreta nas mãos que após matar a prostituta com uma série de golpes na cabeça fica observando Fernando antes de atacá-lo.
– Olha, eu posso te dar oque você quiser! Eu sou rico, tenho grana. É só me dizer quanto quer?!
O homem, levanta o braço e anda em direção a Fernando, ele lhe dá uma rasteira que o faz cair no chão.
– Não! Não faça issoooooo!!!!!
Janeiro de 2008, Florianópolis.
– Nossa!
– O que foi Josi?
– Estou lendo um artigo aqui no jornal. Faz exatamente dez anos que um rapaz rico filho de portugueses e uma prostituta foram encontrados mortos dentro de um quarto de hotel!
– E quem é o assassino?
– O assassino não foi encontrado até hoje. A recepcionista foi interrogada mas foi liberada depois de depor!
– Tem a foto do hotel ai no jornal?
– Não, não tem Igor.
– Espero que não seja o hotel onde vamos ficar.
– Acho que não, isso aconteceu a muito tempo atrás e este cara deve estar morto.
– É mesmo mas fico com o pé atrás, assisti aquele filme hallowen vinte anos depois.
– Mas isso não tem chance alguma de acontecer, era só um filme!
– Tem razão.
– Você já fez as reservas?
– Sim, aliás o Pietro e a Luiza vão ficar no mesmo hotel que nós.
– Isso é uma boa notícia podemos nos divertir bastante em Florianópolis mas sabendo onde todos se encontram.
– Ainda bem que tiramos estás férias, sinceramente amor o seu pai estava me deixando louco trabalhando naquela fábrica. Só porque estou noivo da filha dele, ele acha que tenho que trabalhar mais que os outros!!
– Olha amor, o meu pai nunca foi com a cara dos meus namorados. Ele sempre os assustava, colocava medo em todos, e com você não é diferente; já que ele não conseguiu te assustar, ele vai fazer você sofrer.
– Mas antes de namorarmos, já estava trabalhando pra ele e não tinha este tratamento agora tudo mudou a partir do momento que ficamos juntos na primeira vez!
– Calma, um dia ele vai parar.
– Você acha isso? Pois eu não acho que ele vai parar!
– Não vamos falar mais disso, ok? Vamos viver as nossas vidas, curtir estás férias.
– É, estou louco para sair de São Paulo o mais rápido possível!
– O telefone está tocando.
– Atenda que pode ser o Pietro.
– Alô? Oi, Pietro. Vocês já estão aqui no portão? Ah, sim já estamos saindo.
– Ele e a Luiza já estão aqui!
– É só falta fechar está mala e sairmos.
– Bom, está tudo pronto. Vamos?
– Vamos!
– Iai galera, todos animados pois Floripa ai vamos nós!!
– Nossa, Pietro você acordou de bom humor hoje.
– Qual foi a última vez que o Pietro esteve de mal humor? Acho que esse cara não ficava nem de mal humor quando tirava notas vermelhas na escola.
– Essa foi boa Igor, mas galera sorrir é o melhor remédio para combater a tristeza. Não é Luiza?
– Ah sim, acho que você está viciado neste remédio.
– Estou louca para chegar, ficar na praia me bronzeando.
– E eu Josi, quero olhar aqueles gatos desfilarem na praia.
– Essa Luiza é muito safada.
– O que foi que disse, Pietro?
– Disse que você é muito linda e que adoraria te fazer companhia nestes dias em que vamos ficar de férias. Também estava pensando se nós não poderiamos dividir o quarto, cama de casal, ai durante a noite podemos nos divertir. O que acha?
– A única que acho é que você é um tarado!!
– Aaaaaaaah! Viu Igor por pouco eu não arranco um sim dela.
– Ah sim, você vai ter muito sucesso com as mulheres com está conversa.
– Haha pode debochar meu amigo mas as mulheres querem que nós homens vamos direto ao ponto e nada de enrolação.
– E você acha que dizer: “Iai gata te achei linda. Vamos lá no meu quarto transar?” Acha que isso pode dar certo.
– Não sei, Josi me diz você se deu certo! Hahahahaha.
– Sem graça!
– Pietro, vou te arrebentar! Hahaha.
No aeroporto.
– O nosso vôo sai daqui a pouco.
– Alguém quer ir ao banheiro?
– Não.
– Também não, você que ir Pietro?
– Eu não sei.
– Não sabe?
– É, eu não sei. Vou ali comprar um refrigerante!
Vinte minutos depois, entrando no avião.
– Pietro, porque você está se contorcendo assim?
– É porque quero ir no banheiro.
– Ainda perguntei.
– Mas isso foi antes de beber refrigerante!
– Faz no avião!
– Acho que vou fazer na roda do avião do jeito que está fila não anda.
– Já vai andar, fiquem quietos!
– Não aguento mais! Ah, ainda bem que entramos. Com licença! Com licença! Com licença, tenho que passar um fax para Belém do Pará!
Horas depois.
– Chegamoooooooos!! Mais que maravilha de hotel!
– Ele é bonito mesmo.
– Amor, olha as minhas malas para que eu pague o taxista?
– Sim.
– Gente, não vejo muita movimentação neste hotel.
– É mesmo Luiza, poucas pessoas circulando por aqui os outros hotéis estavam com bastante pessoas.
– Tem certeza de que o hotel é este Igor?
– Sim, Pietro. Foi aqui que fiz as reservas!
– Vamos gente, vamos entrar então.
– Com licença, fizemos reservas para este hotel.
– Qual o nome do senhor?
– Igor Araújo.
– São três quartos, certo?
– Exato, um de casal e dois de solteiros.
– Não vai mudar de idéia Luiza?
– Ai Pietro, fique quieto!
– Só fiz uma pergunta, gata!
– Senhor Igor, aqui estão as chaves. Quarto trezentos e cinco, trezentos e seis e trezentos e sete!
– Trezentos e sete o de casal?
– Isso, este é o seu quarto.
– Obrigado.
– Amor, não vai perguntar porque o hotel está vazio?
– Pra que Josi?
– Não custa nada perguntar.
– Está bem, vou perguntar. Oi, você pode me responder o porque do hotel está tão vazio?
– As pessoas tem medo de se hospedar aqui.
– E por qual motivo?
– Há dez anos atrás, duas pessoas foram assassinas neste hotel e ninguém tem pistas deste assassino.
– Você disse. Duas pessoas foram assassinadas aqui?
– Isso mesmo, e muitas pessoas dizem que o assassino ainda anda dentro do hotel.
– Um hotel tão bonito como este e ainda assustador, isso é história para se virar filme!
– Amor, isso que a recepcionista diz, bate com o artigo que li no jornal lá em casa.
– Será que é este o hotel que falava no jornal?
– Uma história de terror? Buuu que medo!
– Não brinque com isso, Pietro. Essa história é real!
– Galera, isso é uma lenda. Vamos deixar nossas malas nos quartos e sair para se divertir!!
– Olha, o Pietro tem razão se ficarmos com está história na cabeça não vamos sair .
– Ah, se está história for real mesmo ai eu sou a primeira a sair daqui!!
– Olha vocês me desculpem, por não ter visto isso antes mas agora os outros hotéis estão as vagas esgotadas e se quiserem nós voltamos para São Paulo.
– Não, nada disso. Nós vamos ficar, não é galera?
– Luiza você fica?
– Odeio histórias de terror mas se todos ficarem eu fico.
– Eu também fico.
– Então, eu fico também, o Pietro não adianta perguntar. Vamos deixar nossas malas no quarto!
– Como assim não adianta me perguntar? Anda me pergunte?!
– Pietro, você quer ficar?
– Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmm!!!!
– Nossa, quantas escadas!
– É mesmo, este elevador não funciona?
– Não, na placa diz “Com defeito”.
– Bem poderiam arrumar para que não suba tantas escadas.
– Reclamem menos e façam mais exercícios!
– Engraçadinho. Disse agora o super atleta!!
– Faço levantamento… de copo.
– Isso não conta!
– Bem, estes são os nossos quartos. trezentos e sete meu e do Igor e os outros dois vocês decidem!
– Eu acho que devemos entregar uma das chaves a recepcionista e ficar com um quarto só.
– Quarto trezentos e cinco é meu!
– Nem me respondeu.
– E precisa? Anda coloca as suas coisas no quarto.
– Está bem.
Quando os quatro deixaram o hotel para conhecer Florianópolis, a recepcionista vai até o corredor onde estão seus quartos e diz lá encontra uma pessoa não identificada.
– Novos hospedes, novas vítimas para você. Sabe oque fazer!
Enquanto isso num bar.
– Estou adorando isso, música ao vivo, muita bebida, gente bonita. Isso aqui é o paraíso!
– Acertamos em cheio na escolha do lugar.
– Gente, vou ter que ir no hotel buscar o meu celular.
– Você esqueceu o celular no hotel, Luiza?
– Esqueci, é rápido vou lá buscar para tirarmos fotos.
Luiza, volta ao hotel e lá não encontra ninguém na recepção, nos corredores, em lugar algum.
– Posso ajuda-lá?
– Ai que susto! Eu vou no meu quarto.
Luiza, sobe as escadas em direção ao quarto, ela escuta alguns passos mas não vê ninguém. Continua, abre a porta, encontra o celular na mala e derrepente a luz do hotel cai.
– Ai, só me faltava essa!
Ela escuta alguns passos mas não consegue ver por causa da escuridão.
– Tem alguém ai? Recepcionista é você?!
Quando Luiza decide usar o celular é surpreendida a marretadas.
– Não! Socorroooooo!!!
 Luiza, caída no chão não consegue ver o agressor. Que continua batendo nela até que decide golpear sua cabeça, a esmagando, fazendo um grande amasso no crânio. Luiza já estava morta! Essa foi a primeira.
No bar enquanto todos estavam rindo, se divertindo.
– Gente, a Luiza está demorando!
– É mesmo, Pietro liga para o celular dela.
– Está bem.
O celular toca mas naquele momento o assassino estava carregando o seu corpo e jogando num porão junto a outros corpos, era um lugar que fedia muito.
– Galera, ela não atende.
– Que estranho.
– Eu vou lá ver oque houve!
– É melhor ir todos nós!
– Boa idéia.
Chegando no hotel. Igor, Josi e Pietro vão direto a recepção.
– Oi, você viu a nossa amiga por aqui?
– Huuuum… eu não vi, porque não estava por aqui.
– Obrigado, nós vamos até o quarto.
Eles vão até o quarto correndo.
– Luizaaaaaaaaaaaa!!!!
– Luizaaaaaaaaaaaaaaa!!!
– Onde ela está?!
– Ela sumiu, nenhum sinal dela!
– A porta do quarto está aberta.
– O celular está no chão!
– Eu vou procurar nas outras dependências.
– Espere Pietro!
– Eu volto já!
Pietro decide sair a procura de Luiza, mas ele não sabe que pode estar correndo perigo. O rapaz, olha nos corredores, não vê nenhuma movimentação até ouve alguns passos e quando se vira para ver quem é ……………… CONTINUE.
Um texto de Victor Nascimento.

Read Full Post »

fc3a9.jpg

Read Full Post »

Older Posts »